Franquia de escola de beleza pode valer a pena para quem quer unir educação e o mercado de beleza e tem perfil para vender cursos todos os meses. O produto não é o corte de cabelo nem a unha, e sim a formação do aluno. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de assinar com qualquer marca da lista de franquias de escola de beleza.
Pontos a favor
- Profissão com porta de entrada acessível. Cabeleireiro, manicure, maquiador, esteticista e barbeiro são ocupações que permitem trabalhar por conta própria após cursos de curta duração. Isso atrai alunos de várias idades e perfis.
- Receita de duas fontes. Além das mensalidades dos cursos, muitas escolas atendem o público nas aulas práticas, com preço menor que o de um salão.
- Rede de referência com escala. O Instituto Embelleze, com 297 unidades na base, mostra que o modelo já foi replicado em muitas cidades.
- Marcas conhecidas. Duas das quatro redes estão ligadas a nomes conhecidos do público: a apresentadora Ana Hickmann, no Instituto Ana Hickmann, e a fabricante de produtos para salões, no Instituto L'Oréal Professionnel. Isso ajuda na captação de alunos.
- Sem estoque de revenda pesado. Diferente de uma loja, a escola não precisa manter coleções ou grandes volumes de produto para vender.
Riscos e pontos de atenção
- Captação contínua. Cada turma se forma e precisa ser substituída por outra. Se a escola não fecha matrículas todo mês, a receita cai rápido.
- Evasão e inadimplência. Alunos desistem no meio do curso ou atrasam parcelas, e isso afeta o caixa.
- Qualidade depende dos instrutores. Bons profissionais da beleza costumam ganhar bem nos próprios salões. Reter instrutores qualificados é um desafio.
- Concorrência de cursos baratos. Cursos rápidos de profissionais autônomos e cursos online disputam o mesmo aluno, muitas vezes com preço menor.
- Regras sanitárias. Quando há atendimento ao público, a escola precisa seguir normas de higiene e esterilização como um salão.
- Pouca informação pública. Das 4 marcas da base, só uma divulga investimento, royalties e prazo de retorno. O que se sabe está em quanto custa abrir uma franquia de escola de beleza.
- Mercado concentrado. O Instituto Embelleze tem cerca de 81% das unidades do segmento na base. Para as redes menores, há menos franqueados com quem conversar antes de decidir.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem gosta de gestão de pessoas e de vendas. A escola precisa de um gestor que acompanhe metas de matrícula, cobre inadimplentes, escale instrutores e mantenha a qualidade das aulas. Experiência no mercado de beleza ajuda a avaliar professores e a conversar com alunos, mas não é obrigatória se você tiver uma boa coordenação pedagógica.
Também é importante conhecer a demanda da sua cidade: quais cursos as pessoas procuram, quanto podem pagar e quais escolas já existem.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo obra, equipamentos e capital de giro?
- Que certificado os alunos recebem, e os cursos são livres ou técnicos?
- Como a rede ajuda na captação de alunos, e qual é a meta de matrículas por mês?
- Qual é a taxa média de evasão e de inadimplência nas unidades?
- Os kits e o material didático são comprados da franqueadora? A que preço?
- Quais são os royalties e a taxa de marketing?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
- Posso falar com franqueados de cidades parecidas com a minha?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados deste guia vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam; confirme cada número na circular e com quem já opera.
Como decidir
Com só quatro redes no segmento, a comparação é direta: peça a cada uma o investimento, os royalties e a estimativa de retorno, visite escolas em funcionamento e converse com alunos e franqueados. A lista das melhores franquias de escola de beleza e as fichas de cada rede na LBF trazem os dados para começar.