Reforço escolar é um segmento pequeno em número de marcas, mas inclui uma rede com mais de 1.500 unidades. A lista de franquias de reforço escolar da LBF reúne 9 marcas que, somadas, informam 1.879 unidades. Uma delas responde pela grande maioria. Este guia mostra quem são as redes, o que cada uma divulga e como os modelos se diferenciam.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme cada número na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar qualquer contrato.
As redes de reforço escolar na base
Por número de unidades em operação, o ranking do segmento é este:
- Kumon: 1.550 unidades. Investimento de R$ 50 mil a R$ 75 mil, taxa de franquia de R$ 4.260 a R$ 6.870, royalties registrados de 40% a 45% e retorno de 18 a 24 meses. A rede informa presença em mais de 55 países.
- Monitorias: 150 unidades. A marca informa ter nascido em 2015, em São Paulo. Não divulga investimento na base.
- Ensina Mais: 100 unidades. Investimento de R$ 70 mil a R$ 100 mil, taxa de franquia de R$ 30 mil, royalties em valor fixo por computador instalado e retorno de 1 a 24 meses. A marca informa fazer parte do Grupo Prepara.
- Meu Dever de Casa: 36 unidades. Não divulga investimento na base.
- Tutores: 20 unidades. Investimento de R$ 11.997 a R$ 34.997, o menor do segmento.
- Colégio Força Máxima: 9 unidades. Investimento de R$ 150 mil a R$ 850 mil. A marca informa ter origem no Rio de Janeiro e foco em vestibulares.
- Peixinho Feliz: 8 unidades. Investimento de R$ 340 mil a R$ 730 mil.
- Kogno: 5 unidades. A rede informa ter sido fundada em 2007 e atender de forma presencial e a distância.
- Plano Original: 1 unidade. A marca informa atender crianças de 4 meses a 6 anos incompletos.
O Kumon sozinho reúne cerca de 82% das unidades do segmento na base. Somadas, as três primeiras chegam a 1.800 unidades, ou 96% do total. Com só 9 marcas, o leitor tem poucas alternativas para comparar, e as redes menores têm porte muito diferente da líder.
Três modelos dentro do segmento
As marcas da base atendem públicos e formatos distintos. Separar os grupos evita comparar coisas que não se comparam.
Centros de estudo com método próprio. Kumon e Ensina Mais são as duas maiores redes que divulgam números e funcionam como centros de estudo, com mensalidade. A Ensina Mais cobra royalties por computador instalado, o que indica um modelo apoiado em atividades no computador. Pergunte a cada rede como o método funciona na prática e quanto tempo o aluno passa na unidade.
Reforço, tarefa e aulas particulares. Monitorias, Meu Dever de Casa, Tutores e Kogno se aproximam do acompanhamento escolar tradicional: ajuda com a lição, revisão para provas e aulas por disciplina. A Kogno informa três modelos de franquia: home office, galerias e centros comerciais, e loja de rua.
Escolas e estruturas maiores. Colégio Força Máxima e Plano Original aparecem na mesma lista, mas se apresentam como colégio e como educação infantil. A Peixinho Feliz informa investimento de R$ 340 mil a R$ 730 mil, o que indica estrutura bem maior que a de um centro de reforço. Nesses casos, a regulação também é outra, já que escola regular depende de autorização dos órgãos de educação.
Quanto custa entrar
Das 9 marcas, 5 divulgam investimento. Três começam em até R$ 70 mil; as duas de perfil escolar começam em R$ 150 mil ou mais. Veja os detalhes em quanto custa abrir uma franquia de reforço escolar.
Como comparar as marcas
- Metodologia. Peça para conhecer o material e, se possível, acompanhar uma aula. Pergunte como o progresso do aluno é medido e mostrado aos pais.
- Contratação de professores e orientadores. Entenda quem dá as aulas, que formação a rede exige e como é o treinamento.
- Forma de cobrança da franqueadora. Na base, há royalties percentuais (Kumon) e fixos por equipamento (Ensina Mais). Simule os dois com o seu número esperado de alunos.
- Concorrência local. Escolas que oferecem reforço próprio, professores particulares e plataformas online disputam o mesmo aluno.
- Calendário escolar. Pergunte como as unidades lidam com férias de julho e de fim de ano.
Para avaliar riscos e o perfil de quem costuma se dar bem, leia também franquia de reforço escolar vale a pena?.