Abrir uma franquia de escola de robótica e programação custa de R$ 10 mil a cerca de R$ 390 mil, conforme o formato. Microfranquias que levam aulas a escolas parceiras ficam na ponta mais baixa, e escolas com sede própria, laboratório e equipe, na mais alta. Este guia mostra o que as marcas divulgam, o que compõe o investimento e os custos mensais de uma unidade.
Faixas de investimento no segmento
Das 12 marcas da lista de franquias de escola de robótica e programação da LBF, 6 divulgam o investimento inicial. Pelo valor mínimo informado:
- Até R$ 50 mil: 3 marcas.
- De R$ 50 mil a R$ 150 mil: 2 marcas.
- Acima de R$ 150 mil: 1 marca.
Os valores de cada rede:
- SuperGeeks: de R$ 10 mil a R$ 340 mil.
- Robomind: R$ 15 mil.
- Código Kid: R$ 35.900, com taxa de franquia de R$ 17.900.
- SOS: de R$ 90 mil a R$ 150 mil, com taxa de franquia de R$ 14 mil a R$ 42 mil.
- My Robot School: de R$ 110 mil a R$ 392 mil.
- Happy Hub Educacional: de R$ 151 mil a R$ 233 mil.
A faixa da SuperGeeks, de R$ 10 mil a R$ 340 mil, é a mais larga do segmento e indica formatos muito diferentes dentro da mesma marca. Pergunte exatamente o que cada valor inclui. A SOS informa na própria descrição que tem modelos adaptados ao porte da cidade.
As outras seis marcas, entre elas People Computação e Codebuddy, não divulgam investimento na base e precisam ser consultadas diretamente.
O que entra no investimento inicial
- Taxa de franquia: nas duas redes que informam, vai de R$ 14 mil a R$ 42 mil (SOS) e é de R$ 17.900 no Código Kid. Cobre o direito de uso da marca, a metodologia e o treinamento inicial.
- Kits de robótica: peças, sensores, motores e placas usados nas aulas. Em escola própria, é preciso ter kits para todos os alunos de uma turma ao mesmo tempo.
- Computadores e tablets: para as aulas de programação e criação de jogos, além de licenças de software quando houver.
- Sala de aula: reforma, mobiliário, rede elétrica e internet estável, no caso de sede própria.
- Material didático inicial: apostilas, acesso à plataforma e materiais de divulgação.
- Marketing de inauguração: campanha de matrículas, aulas experimentais e eventos para as famílias.
- Capital de giro: uma escola leva alguns semestres para formar turmas cheias.
No modelo dentro de escolas parceiras, os itens de obra e aluguel praticamente somem, e o investimento se concentra em kits, material e na equipe de vendas.
Custos mensais
- Royalties: SOS informa cobrança em valor fixo, e Código Kid, de R$ 990 a R$ 1.520 por mês. As demais redes não divulgam esse dado na base.
- Professores e instrutores: o principal custo de pessoal. Robótica e programação exigem pessoas com perfil técnico e didático, que podem ser difíceis de encontrar e reter.
- Material por aluno: apostilas, licenças de plataforma e reposição de peças dos kits, muitas vezes cobrados por matrícula.
- Aluguel e contas: em sede própria, aluguel, energia e internet.
- Manutenção e atualização: computadores e kits envelhecem, e a rede pode exigir troca periódica.
- Marketing local: campanhas de matrícula no início de cada semestre.
Prazo de retorno informado
Só duas redes informam esse dado: SOS, de 1 a 24 meses, e Código Kid, de 6 a 12 meses. São estimativas das próprias marcas. Em escolas, o retorno depende muito da velocidade de formação de turmas e da taxa de rematrícula. Peça esses números a franqueados em operação.
Como reduzir o investimento
- Começar por escolas parceiras: levar as aulas para colégios evita aluguel e obra.
- Escolher o formato menor da rede: em marcas com faixa larga, comece pelo modelo de entrada.
- Dividir espaço: pergunte se a rede aceita salas compartilhadas, como em coworkings ou centros comerciais, com horários definidos.
Para comparar porte e histórico das marcas, veja as melhores franquias de escola de robótica, e para pesar riscos, franquia de escola de robótica vale a pena?. Os dados citados são da base da LBF, a partir do que marcas e portais divulgam, e devem ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia.