Abrir uma franquia de estética facial custa, entre as redes que divulgam valores, de R$ 169 mil a pouco mais de R$ 600 mil. É um segmento em que o investimento vai, em boa parte, para equipamentos e para deixar a sala de procedimentos dentro das normas sanitárias. Este guia mostra os valores disponíveis, o que entra na conta e os custos que continuam depois da abertura.
O que as redes divulgam
A lista de franquias de estética facial da LBF tem 16 marcas, mas apenas 4 divulgam o investimento inicial. São estas, segundo o que cada rede informa:
- Royal Face: de R$ 169 mil a R$ 245 mil, com taxa de franquia de R$ 35.900 a R$ 71.900.
- Face Doctor: de R$ 195 mil a R$ 313 mil.
- Botolifting: de R$ 233 mil a R$ 604.900.
- Faceprime: de R$ 350 mil a R$ 490 mil.
Com só quatro marcas, não faz sentido falar em distribuição por faixas. O que dá para dizer é que nenhuma delas pede menos de R$ 150 mil, e que três das quatro começam entre R$ 169 mil e R$ 233 mil. Para as outras 12 redes, como Dermarey Harmonização Facial, Nubelle e Semblant, será preciso pedir o valor diretamente à franqueadora.
Quando a rede informa uma faixa larga, como a da Botolifting, o valor menor costuma corresponder a uma unidade com menos salas e equipamentos, e o maior a uma clínica completa.
O que entra no investimento inicial
Peça a abertura de cada item, porque nem toda franqueadora inclui os mesmos:
- Taxa de franquia: direito de uso da marca, treinamento e suporte na implantação. A Royal Face informa de R$ 35.900 a R$ 71.900, conforme o formato.
- Equipamentos: aparelhos para limpeza de pele, peelings e rejuvenescimento, como os de radiofrequência, luz e ultrassom, variam muito de preço conforme a tecnologia. Costumam ser o maior item da conta.
- Obra e adequação sanitária: salas de procedimento com revestimentos laváveis, pias, iluminação adequada, área de esterilização e descarte de resíduos, conforme as exigências da vigilância sanitária local.
- Mobiliário e ambientação: macas, recepção e decoração no padrão da rede. Em estética, o ambiente faz parte da percepção de qualidade.
- Licenças: alvará, licença sanitária e registro do responsável técnico no conselho profissional.
- Estoque inicial: cosméticos, descartáveis e, em clínicas de harmonização, produtos injetáveis.
- Capital de giro: reserva para salários e aluguel até a carteira de clientes se formar. Pergunte se está incluído no valor anunciado.
Custos que continuam depois da inauguração
- Royalties: a Royal Face informa 8%. As demais redes não divulgam esse dado na base, então pergunte se o valor é percentual ou fixo e sobre o que incide.
- Taxa de marketing: fundo de propaganda, quando existir.
- Equipe técnica: esteticistas, biomédicos, médicos ou dentistas, conforme os procedimentos oferecidos. Profissionais experientes são disputados e pesam na folha.
- Insumos: produtos de uso profissional e injetáveis têm custo alto por aplicação.
- Manutenção e atualização de equipamentos: aparelhos precisam de revisão e, com o tempo, de troca por modelos novos.
- Aluguel: pontos de boa visibilidade, em shoppings ou centros comerciais, são comuns no segmento.
Prazo de retorno
Só a Royal Face informa esse dado: de 14 a 20 meses. É uma estimativa da franqueadora, e o retorno real depende de quanto tempo a clínica leva para formar uma carteira fiel e vender pacotes. Pergunte a franqueados em operação quanto tempo levaram de fato.
Como reduzir o investimento
- Começar com menos salas: formatos menores permitem abrir com parte dos equipamentos e ampliar depois.
- Equipamentos financiados ou locados: pergunte se a rede tem acordos com fornecedores.
- Ponto já adaptado: imóveis que já funcionaram como clínica ou consultório reduzem a obra.
- Foco em poucos procedimentos: um cardápio enxuto exige menos tecnologia no início.
Os valores deste guia vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam, e devem ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia. Para comparar as redes por porte, veja as melhores franquias de estética facial e, para avaliar riscos, franquia de estética facial vale a pena?.