Franquias de escola esportiva vendem aulas, principalmente para crianças e adolescentes, de futebol, tênis, vôlei, artes marciais e outras modalidades. A lista de franquias de escola esportiva da LBF reúne 12 marcas. Uma delas, a Movibio, tem ficha voltada a energia solar e não a ensino de esportes, por isso fica fora desta análise. As outras 11 somam 371 unidades.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Use este ranking como ponto de partida e confirme cada informação na Circular de Oferta de Franquia.
As maiores redes por número de unidades
- Escola Flamengo: 175 unidades. Investimento de R$ 50 mil, taxa de franquia de R$ 20 mil, royalties de 10% do faturamento e retorno estimado em 6 meses.
- Escola Guga Tênis: 42 unidades, com investimento de R$ 105 mil a R$ 110 mil. A marca informa que a metodologia foi criada por Gustavo Kuerten depois que ele deixou o circuito profissional.
- Little Kickers: 36 unidades. Aulas de futebol com introdução ao inglês para crianças de 1 ano e meio a 7 anos.
- Ronaldo Academy: 35 unidades, com investimento de R$ 140 mil a R$ 2,065 milhões. Escola de futebol idealizada por Ronaldo Fenômeno.
- Next Academy: 33 unidades. Futebol aliado ao ensino de inglês, com três modelos de negócio, segundo a rede.
- Paris Saint Germain Academy: 33 unidades. Ensino de futebol para meninas e meninos de 4 a 19 anos com a metodologia das categorias de base do clube francês.
- Spider Kick: 14 unidades, com investimento de R$ 370 mil a R$ 590 mil. Parceria do lutador Anderson Silva com o empresário Fernando Nero.
- Libre Skatepark, Motriz Escola do Movimento e Portô Portér Estúdio Funcional Acrobático: 1 unidade cada.
- Escola de Vôlei Bernardinho: sem unidades informadas na base. Atende crianças e adolescentes de 7 a 16 anos.
A Escola Flamengo sozinha tem 47% das unidades do segmento na base. Somada às duas seguintes, chega a 68%. Fora isso, há um grupo de redes de 30 a 40 unidades e algumas marcas em estágio inicial.
Três tipos de escola esportiva
Escolas com marca de clube ou atleta. É o grupo dominante: Flamengo, PSG, Ronaldo Academy, Guga, Bernardinho e Spider Kick usam o nome de um clube ou de um ídolo para atrair famílias. A marca facilita a captação de alunos, mas o contrato costuma depender do licenciamento desse nome. Vale perguntar por quanto tempo o licenciamento está garantido e o que acontece se ele terminar.
Esporte com idioma. Little Kickers e Next Academy combinam futebol com inglês. Para os pais, a proposta junta duas atividades em uma; para o franqueado, exige professores que dominem as duas coisas ou uma equipe mista.
Modalidades alternativas. Skate (Libre Skatepark), atividades inspiradas no circo (Portô Portér) e educação do movimento (Motriz) são nichos com poucas unidades na base. Têm menos concorrência direta, mas também menos histórico para avaliar.
Como comparar as marcas
- Estrutura exigida. Algumas escolas funcionam em quadras de parceiros, como colégios, clubes e condomínios; outras pedem sede própria. Isso muda o investimento e o custo fixo.
- Metodologia e formação de professores. Pergunte como a rede treina os profissionais e como verifica a qualidade das aulas.
- Faixa etária atendida. Escolas para a primeira infância e escolas de formação de atletas têm públicos e rotinas diferentes.
- Royalties. O único percentual divulgado é o da Escola Flamengo, 10% do faturamento. Peça os valores das demais por escrito.
- Apoio na captação de alunos. Em escola esportiva, o faturamento depende de matrículas. Veja que ações de marketing a rede oferece.
O detalhamento dos valores está em quanto custa abrir uma franquia de escola esportiva. Para entender riscos e perfil, leia franquia de escola esportiva vale a pena?.