Abrir uma franquia de agência de turismo pode custar menos de R$ 10 mil, em um modelo home office, ou passar de R$ 250 mil, em uma loja de rede tradicional. A diferença está quase toda no formato: com ou sem ponto comercial. Este guia mostra as faixas de investimento, os exemplos reais e os custos que continuam depois da abertura.
Faixas de investimento no segmento
Das 20 marcas da lista de franquias de agência de turismo da LBF, 8 divulgam o investimento inicial. Os dados vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising publicam, e precisam ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia. Pelo valor mínimo informado:
- Até R$ 100 mil: 4 marcas (50%).
- R$ 100 mil a R$ 300 mil: 2 marcas (25%).
- Acima de R$ 1 milhão: 2 marcas (25%), ambas da hotelaria, não agências.
Exemplos reais das agências:
- TZ Viagens: de R$ 6.750 a R$ 95 mil, com taxa de franquia de R$ 6.750 a R$ 25 mil.
- Clube Turismo: de R$ 6.900 a R$ 105 mil, com taxa de R$ 6.900 a R$ 30 mil.
- Encontre Sua Viagem: de R$ 9,9 mil a R$ 40 mil, com taxa de R$ 9,9 mil a R$ 20 mil.
- Vai Voando: R$ 15 mil, com taxa de R$ 2 mil.
- Flytour: de R$ 122.500 a R$ 275 mil.
- CVC: a partir de R$ 140 mil, sem taxa de franquia, segundo a base.
As duas marcas acima de R$ 1 milhão são o Hotel 10 (R$ 7,36 milhões a R$ 14,85 milhões) e a Accor (R$ 8,32 milhões a R$ 36,525 milhões). Elas aparecem no segmento, mas o negócio é construir e operar hotéis. Não use esses valores como referência para uma agência.
O que entra no investimento inicial
Agência de turismo não tem estoque nem cozinha. O que compõe o investimento depende do formato:
- Taxa de franquia: direito de usar a marca, acesso ao sistema de reservas, aos fornecedores e ao treinamento. Em microfranquias, ela pode ser quase todo o valor investido.
- Ponto comercial: em loja, entram obra, mobiliário, fachada e comunicação visual no padrão da rede. Em shopping, o projeto costuma seguir regras do empreendimento.
- Tecnologia: computadores, telefone, internet e as licenças dos sistemas de cotação e emissão.
- Cadastro e regularização: abertura de empresa e, para agências, o cadastro no Cadastur, o sistema do Ministério do Turismo.
- Marketing de lançamento: anúncios locais, redes sociais e ações para formar a primeira carteira de clientes.
- Capital de giro: a comissão de uma viagem pode ser paga só depois do embarque ou em prazos definidos pelo fornecedor. É preciso caixa para cobrir os meses iniciais.
Custos que continuam depois da abertura
- Royalties: a base mostra valores fixos de R$ 250 a R$ 350 na Encontre Sua Viagem e de R$ 300 a R$ 400 na TZ Viagens, 2,5% na Clube Turismo e isenção na CVC.
- Taxa de marketing ou de sistema: pergunte se há cobrança mensal pelo uso da plataforma ou fundo de propaganda.
- Aluguel e condomínio: só no formato com loja, mas costumam ser o maior custo fixo quando existem.
- Equipe: consultores de viagem, muitas vezes remunerados com fixo mais comissão.
- Divulgação própria: em home office, quase toda a geração de clientes depende de você.
Prazo de retorno
As redes que informam esse dado falam em 1 a 24 meses (TZ Viagens e Clube Turismo), 3 a 24 meses (Encontre Sua Viagem) e 24 a 28 meses (CVC). Faixas que começam em poucos meses refletem o investimento baixo dos modelos home office. Em loja, o prazo é mais longo porque o custo fixo é maior. Confirme com franqueados em operação.
Como reduzir o investimento
- Começar em home office: o custo cai muito, e a loja pode vir depois, quando a carteira estiver formada.
- Escolher a faixa certa da taxa: várias redes cobram taxas diferentes por formato. Pergunte o que muda entre elas.
- Dividir espaço: algumas agências funcionam dentro de outros negócios ou em salas compartilhadas, com custo de aluguel menor.
Para comparar as redes pelo tamanho, veja as melhores franquias de agência de turismo. Para pesar riscos e perfil, leia franquia de agência de turismo vale a pena?.