Franquia de bolsas e malas pode fazer sentido para quem tem capital para uma loja física, gosta de varejo e tem acesso a um bom ponto, normalmente em shopping. É um segmento com poucas redes, investimento a partir de R$ 175 mil nas marcas que divulgam o valor e forte dependência de estoque e de fluxo de clientes. Este guia ajuda a avaliar se o modelo combina com você antes de procurar as marcas da lista de franquias de bolsas e malas.
Pontos a favor
- Produto durável e fácil de armazenar. Malas e bolsas não estragam como alimentos, o que reduz perdas de estoque por validade.
- Compra ligada a ocasiões claras. Viagens, férias, volta às aulas no caso de mochilas, presentes em datas comemorativas. Isso ajuda a planejar campanhas e reposição.
- Ticket médio relativamente alto. Uma mala de viagem custa mais do que a maior parte dos acessórios de moda, e cada venda tem peso no faturamento do dia.
- Redes com histórico. A Bagaggio informa atuar desde 1942 e tem 151 unidades na base; a Sestini informa atuar desde 1994. Rede maior significa mais franqueados com quem conversar.
- Operação sem cozinha nem serviço técnico. É varejo puro: vender, repor, expor e cuidar do atendimento.
Riscos e pontos de atenção
- Poucas opções de marca. A base da LBF tem só 4 redes no segmento, e uma delas, a House of Samsonite, não tem unidades registradas. Com pouca escolha, o poder de negociação do candidato é menor.
- Sazonalidade. As vendas de malas tendem a se concentrar antes das férias e de feriados longos. Em meses fracos, o custo fixo continua o mesmo.
- Concorrência de outros canais. Malas e mochilas também são vendidas em lojas de departamento, magazines e pela internet, muitas vezes com promoções agressivas.
- Estoque parado. Modelo ou cor que não vende ocupa espaço e dinheiro. A política de troca de coleção da franqueadora faz diferença no resultado.
- Dependência do shopping. Aluguel, condomínio e fundo de promoção podem consumir boa parte da margem, e o fluxo depende do desempenho do próprio shopping.
- Investimento alto para o porte. Nenhuma das 3 marcas que divulgam valor fica abaixo de R$ 170 mil. Veja os números em quanto custa abrir uma franquia de bolsas e malas.
Para quem faz sentido
O perfil que tende a se dar bem já tem experiência ou afinidade com varejo, sabe acompanhar giro de estoque e margem por produto e pretende estar presente na loja, liderando a equipe de vendas. Também precisa de capital além do investimento inicial, para atravessar os meses de venda mais fraca.
Para quem busca um negócio de baixo investimento ou que funcione em casa, o segmento não é o mais indicado.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo estoque inicial e capital de giro?
- Quanto são os royalties e a taxa de marketing, e sobre qual base são calculados?
- Com que frequência chegam coleções novas, e o que acontece com o estoque antigo?
- Quem arca com trocas e consertos em garantia?
- A marca vende os mesmos produtos em outros canais, como internet ou lojas multimarcas? Há proteção para o franqueado?
- Qual é o raio de exclusividade territorial?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
- Posso conversar com franqueados de cidades parecidas com a minha?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia precisa ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados citados aqui vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam, e devem ser conferidos nesse documento.
Como decidir
Como o segmento tem poucas marcas, vale visitar lojas de todas elas como cliente, comparar o movimento em dias úteis e fins de semana e conversar com franqueados. Depois, coloque investimento, royalties e prazo de retorno lado a lado. O ranking das melhores franquias de bolsas e malas reúne os dados de cada rede para começar essa comparação.