Franquia de moda feminina pode valer a pena para quem gosta de varejo, sabe lidar com estoque e tem capital para uma loja bem montada. É um negócio em que a marca atrai a cliente, mas o resultado depende muito da gestão do franqueado. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de fechar com qualquer marca da lista de franquias de moda feminina.
As informações sobre as redes vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Coleção pronta. O franqueado não precisa criar produto, desenvolver fornecedores nem acompanhar tendências sozinho. A rede entrega coleções desenhadas e testadas.
- Marca que traz cliente. Grifes conhecidas, como Hering e Carmen Steffens, atraem público desde a inauguração, o que uma loja multimarca independente leva anos para construir.
- Operação sem cozinha nem produção. A rotina é de varejo: vender, repor, organizar a loja e cuidar da equipe.
- Variedade de nichos. Há marcas para público teen, para modeladores e para jeanswear, além de locação de vestidos e acessórios, o que permite escolher um posicionamento que combine com a cidade.
- Modelos de remuneração diferentes. Algumas redes cobram royalties sobre o faturamento, como a Hering (3%); outras, como a Colcci, informam que não cobram.
Riscos e pontos de atenção
- Estoque. É o principal risco do segmento. Comprar demais leva a peças paradas e liquidação; comprar de menos faz perder venda. E a decisão é tomada meses antes da estação.
- Dependência das compras da rede. O franqueado compra as coleções da franqueadora. Se a marca erra uma coleção, a loja sente diretamente.
- Investimento alto. Nenhuma marca da base divulga investimento abaixo de R$ 100 mil, e 8 das 11 que divulgam começam acima de R$ 240 mil. Os valores estão detalhados em quanto custa abrir uma franquia de moda feminina.
- Concorrência on-line. Lojas virtuais, inclusive a da própria marca, disputam a mesma cliente. Entenda a política da rede para vendas pela internet na sua região.
- Custo de shopping. Aluguel, condomínio e fundo de promoção pesam muito, e o contrato de locação costuma ser longo.
- Sazonalidade de vendas. Datas como Dia das Mães, Natal e troca de estação concentram faturamento, e os meses entre elas são mais fracos.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem afinidade com moda e com o público da marca, gosta de vender e de liderar equipe comercial, acompanha os números de giro de estoque de perto e tem capital para o investimento e para as primeiras coleções. Quem busca um negócio de baixo envolvimento ou não quer lidar com estoque deve considerar outros segmentos.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Quantas coleções por ano a loja precisa comprar, e existe volume mínimo?
- O que acontece com as peças que não vendem? A rede aceita troca ou devolução?
- Se não há royalties, qual é a margem entre o preço que pago à rede e o preço de venda sugerido?
- Como funcionam as vendas on-line da marca na minha região? A loja recebe alguma parte?
- O investimento anunciado inclui luvas do ponto e capital de giro?
- Quantas lojas fecharam ou trocaram de dono nos últimos dois anos?
- Posso conversar com franqueados de cidades do mesmo porte que a minha?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia deve ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Leia com atenção as cláusulas sobre compra de produtos e exclusividade de território.
Como decidir
Comece pelo público: qual marca a mulher da sua cidade já procura e não encontra por perto? Depois, filtre as redes cujo investimento cabe no seu capital, com folga para o estoque. O ranking das melhores franquias de moda feminina ajuda a montar essa lista curta. Por fim, peça a cada rede um histórico de vendas de lojas parecidas e confirme os números com franqueados em operação.