O segmento de bicicleta tem poucas redes franqueadas, e elas trabalham com negócios diferentes: oficina e bike shop, lojas de mobilidade elétrica e entregas feitas por ciclistas. A lista de franquias de bicicleta da LBF reúne 5 marcas que, somadas, informam 434 unidades. Com tão poucas opções, o ranking abaixo inclui todas as redes da base, com o que cada uma divulga.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme cada número na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As redes de bicicleta na base
Por número de unidades em operação, o ranking do segmento é este:
- Conserta Bike: 200 unidades. Investimento de R$ 21 mil, taxa de franquia de R$ 17,9 mil, royalties de R$ 990 a R$ 1.520 e retorno estimado de 6 a 12 meses. A marca se apresenta como rede de bike shops.
- Motochefe: 100 unidades. Investimento a partir de R$ 370 mil e retorno de 10 a 12 meses. A marca informa atuar com mobilidade elétrica desde 2019, com produção na Zona Franca de Manaus, e vender autopropelidos, ciclomotores, triciclos e e-bikes.
- Ecobike Courier: 64 unidades. Não divulga investimento na base. A rede informa trabalhar com entregas feitas exclusivamente por ciclistas.
- Gotrix: 50 unidades. Investimento a partir de R$ 150 mil e retorno de 12 a 18 meses. A marca informa vender autopropelidos, bikes, triciclos e skates elétricos, sem venda pela internet.
- Moto Smart: 20 unidades. Investimento de R$ 39.990, taxa de franquia de R$ 19,9 mil e royalties fixos de R$ 990 por mês em cidades de até 350 mil habitantes, ou de R$ 1.520 nas demais. A marca informa vender motos elétricas, ciclomotores, bikes elétricas e autopropelidos.
A Conserta Bike responde por cerca de 46% das unidades do segmento na base. As três lojas de mobilidade elétrica (Motochefe, Gotrix e Moto Smart) somam 170 unidades, cerca de 39%.
Três modelos de negócio no mesmo segmento
O rótulo "bicicleta" reúne operações muito diferentes. Antes de comparar números, entenda qual é o negócio de cada marca.
Oficina e bike shop. É o formato em que a Conserta Bike se enquadra: a loja combina manutenção e conserto com a venda de peças, acessórios e bicicletas. A oficina cria recorrência, porque bicicleta precisa de revisão, troca de pneus e ajustes ao longo do ano, e a venda de bikes completa o faturamento. O investimento informado é o menor do segmento.
Lojas de mobilidade elétrica. Motochefe, Gotrix e Moto Smart vendem veículos elétricos de duas e três rodas, incluindo bicicletas elétricas. O tíquete por venda é mais alto que o de uma bike comum, e o estoque de veículos pesa mais no capital. Os valores de entrada vão de R$ 39.990 (Moto Smart) a R$ 370 mil (Motochefe).
Entregas por bicicleta. A Ecobike Courier opera serviço de entregas com ciclistas. É um negócio de logística: a receita vem de contratos com comércios e empresas, e o principal recurso é a equipe de entregadores, não uma loja.
Quanto custa entrar
Quatro das cinco marcas divulgam investimento, com valores que vão de R$ 21 mil a R$ 370 mil. A diferença reflete o modelo: oficina custa pouco; loja de veículos elétricos com estoque custa bem mais. Veja os detalhes em quanto custa abrir uma franquia de bicicleta.
Como comparar as marcas
- Serviço ou venda. Oficina gera receita frequente e de baixo valor; loja de veículos gera receita maior por venda, mas menos frequente. Pergunte qual é a divisão do faturamento entre serviço e produto nas unidades.
- Estoque de bicicletas e veículos. Pergunte quanto estoque a rede exige, quem financia e se há consignação.
- Treinamento dos mecânicos. Manutenção de bicicletas, e principalmente de modelos elétricos, exige técnica. Entenda como a rede forma a equipe.
- Royalties fixos. As duas redes que informam royalties cobram valor fixo, entre R$ 990 e R$ 1.520 por mês. Confirme a faixa da sua cidade.
- Cultura de ciclismo local. Ciclovias, relevo, clima e hábito de pedalar mudam muito a demanda de uma cidade para outra.
Para avaliar riscos e o perfil que costuma se dar bem, leia também franquia de bicicleta vale a pena?.