Franquia de bicicleta pode valer a pena para quem gosta do universo do ciclismo, tem habilidade manual ou facilidade para liderar mecânicos e mora em uma cidade onde as pessoas pedalam. O segmento tem opções de investimento baixo e retorno informado curto, mas poucas marcas para escolher. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de escolher uma rede da lista de franquias de bicicleta.
Pontos a favor
- Investimento de entrada baixo no modelo de oficina. A Conserta Bike informa R$ 21 mil, e a Moto Smart, R$ 39.990.
- Recorrência da manutenção. Bicicletas precisam de revisão, troca de peças e ajustes. Um cliente satisfeito volta várias vezes por ano.
- Royalties fixos nas redes que informam. Valores entre R$ 990 e R$ 1.520 por mês dão previsibilidade de custo.
- Prazos de retorno informados curtos. As três redes que divulgam esse dado falam em prazos entre 6 e 18 meses.
- Mobilidade elétrica. Bicicletas e outros veículos elétricos ampliam o público para além de quem já pedala, e aumentam o valor por venda.
Riscos e pontos de atenção
- Poucas opções na base. São só 5 marcas, e elas atuam em modelos diferentes. Na prática, a comparação direta é entre duas ou três redes.
- Sazonalidade. Chuva e frio reduzem o uso da bicicleta, e o movimento da oficina cai. Férias e fim de ano costumam concentrar a venda de bikes.
- Dependência da cultura local. Em cidades com relevo difícil, pouca ciclovia ou trânsito hostil, a demanda é menor.
- Mão de obra técnica. Bons mecânicos de bicicleta são difíceis de encontrar, principalmente para modelos elétricos, que envolvem bateria, motor e eletrônica.
- Estoque e capital. Nas lojas de mobilidade elétrica, o estoque de veículos prende capital e pode ficar parado. Os valores de entrada informados passam de R$ 150 mil em duas redes.
- Concorrência. Bicicletarias independentes, lojas de esporte, grandes varejistas e e-commerce vendem bikes e peças, muitas vezes com preço agressivo.
- Regras para veículos elétricos. Autopropelidos, ciclomotores e bicicletas elétricas têm regras de trânsito diferentes. Pergunte à rede como orienta franqueados e clientes sobre isso.
Veja o detalhamento de custos em quanto custa abrir uma franquia de bicicleta.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem pedala ou conhece o mundo do ciclismo, gosta de atender e, de preferência, entende de mecânica, ou está disposto a aprender para supervisionar a oficina. No modelo de mobilidade elétrica, pesa mais a habilidade de venda e de gestão de estoque. No modelo de entregas, como o da Ecobike Courier, pesa a gestão de equipe e de contratos com empresas.
É um negócio de operação presencial, principalmente no começo, quando a oficina ainda está formando clientela.
Perguntas para fazer à franqueadora
- O que está incluído no investimento anunciado? Ferramentas, estoque inicial e reforma do ponto entram na conta?
- Qual é a divisão do faturamento entre oficina, peças e venda de bicicletas nas unidades?
- Quanto estoque a rede exige, e há opção de consignação ou venda por encomenda?
- Como é o treinamento dos mecânicos, inclusive para modelos elétricos?
- Os royalties são fixos? Como são reajustados? Há taxa de marketing?
- Como as unidades lidam com os meses de chuva e frio?
- Existe exclusividade territorial? Qual é a área?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados deste guia vêm da base da LBF, que reúne o que marcas e portais divulgam, e devem ser conferidos nesse documento.
Como decidir
Defina primeiro o modelo: oficina e bike shop, loja de mobilidade elétrica ou entregas. Depois, avalie a sua cidade: há ciclovias, grupos de pedal, comércio que entrega de bicicleta? Converse com franqueados de cidades de porte parecido e peça números dos meses fracos. O ranking das melhores franquias de bicicleta e as fichas de Gotrix e Motochefe completam a comparação.