Franquia de peças de carros pode valer a pena para quem conhece o universo automotivo, gosta de operação técnica e tem um bom ponto de acesso para veículos. Não é um negócio passivo: depende de mão de obra qualificada, de estoque bem gerido e de relacionamento com motoristas e oficinas. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de assinar com uma marca da lista de franquias de peças de carros.
As informações sobre as marcas vêm da base da LBF, com o que elas e os portais divulgam, e devem ser confirmadas na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Demanda recorrente. Carro precisa de troca de óleo, filtros, bateria e reparos de tempos em tempos, independentemente da moda. Quanto mais velha a frota de uma cidade, mais manutenção ela pede.
- Marcas conhecidas pelo motorista. No topo do segmento estão nomes como Lubrax+, Jet Oil e Heliar, que o cliente já reconhece no produto.
- Entrada acessível em alguns modelos. A Lubrax+ informa investimento de R$ 58 mil, e a maioria das redes que divulgam valores fica entre R$ 100 mil e R$ 250 mil no formato de entrada.
- Venda casada de produto e serviço. Quem vende a peça e faz a instalação ganha nas duas pontas e fideliza o cliente.
Riscos e pontos de atenção
- Segmento concentrado. Duas redes somam cerca de 93% das unidades da base. Fora delas, as marcas são pequenas, com até 72 unidades, o que significa menos histórico para avaliar.
- Mão de obra técnica. Mecânicos e instaladores bons são disputados. Rotatividade afeta a qualidade e a reputação da loja.
- Estoque e obsolescência. Cada modelo de carro usa peças diferentes, e itens parados perdem valor quando os modelos saem de linha.
- Concorrência variada. Autopeças independentes, concessionárias, postos de combustível e vendas pela internet disputam o mesmo cliente.
- Exigências ambientais. Óleo usado, filtros e baterias exigem descarte correto, e a fiscalização pode gerar custos.
- Pouca informação pública. Só a Jet Oil divulga royalties, e só duas redes informam prazo de retorno. Os valores conhecidos estão em quanto custa abrir uma franquia de peças de carros.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem afinidade com carros, ou experiência em oficina, concessionária ou autopeças, e gosta de estar na operação. Saber conversar com mecânicos e com motoristas, controlar estoque e liderar uma equipe técnica pesa mais do que o capital disponível.
Quem não tem familiaridade com o setor deve priorizar redes com treinamento técnico forte e conversar com franqueados que também vieram de fora da área.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, e quanto dele é estoque inicial e equipamento?
- Quais são os royalties e a taxa de marketing? Incidem sobre o faturamento de produtos e de serviços?
- Sou obrigado a comprar peças e lubrificantes da rede ou de fornecedores indicados? Como os preços são definidos?
- Que sistema de catálogo e de gestão de estoque a rede fornece?
- Como é o treinamento técnico da equipe, e quem paga por ele?
- Que licenças ambientais e alvarás a unidade precisa ter?
- Existe exclusividade territorial? Qual é o raio?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Leia com atenção e converse com franqueados atuais e antigos.
Como decidir
Defina primeiro se quer vender peças, prestar um serviço rápido ou operar um centro automotivo completo. Depois compare três ou quatro marcas desse tipo em investimento, royalties, prazo de retorno e suporte técnico. O ranking das melhores franquias de peças de carros e as fichas de cada rede na LBF trazem os dados para começar.