Abrir uma franquia de moto elétrica custa de cerca de R$ 40 mil a mais de R$ 370 mil, segundo as quatro redes da base da LBF. A diferença vem principalmente do tamanho da loja, do estoque de veículos e da estrutura de oficina exigidos por cada marca. Este guia mostra o que cada rede pede, o que entra no investimento e os custos que seguem depois da abertura.
Quanto cada rede pede
As 4 marcas da lista de franquias de moto elétrica da LBF divulgam o investimento inicial. Do menor ao maior:
- Moto Smart: R$ 39.990, com taxa de franquia de R$ 19.900. A rede informa que o valor inclui a taxa e a adequação do ponto.
- Gotrix: a partir de R$ 150 mil.
- Ecospeed: R$ 199 mil, com taxa de R$ 70 mil.
- Motochefe: a partir de R$ 370 mil.
Em faixas, fica assim: 1 marca abaixo de R$ 50 mil, 2 entre R$ 100 mil e R$ 250 mil e 1 acima de R$ 250 mil.
Os números vêm da base da LBF, com o que marcas e portais divulgam. Duas das quatro redes informam só o valor de partida, então o total pode ser maior conforme o formato. Confirme na Circular de Oferta de Franquia.
O peso da taxa de franquia
Nas duas redes que informam a taxa, ela representa parte grande do investimento: cerca de 50% na Moto Smart e 35% na Ecospeed. O restante cobre loja, estoque e capital. Quando a taxa é alta em relação ao total, pergunte o que ela inclui: treinamento, projeto da loja, suporte de abertura, sistema.
O que entra no investimento de uma loja de moto elétrica
Peça a abertura de cada item:
- Taxa de franquia: R$ 19.900 (Moto Smart) e R$ 70 mil (Ecospeed). Gotrix e Motochefe não informam esse valor na base.
- Ponto e obra: loja com vitrine para exposição dos veículos, área para test-ride quando possível e espaço de oficina. A Ecospeed informa fornecer o projeto arquitetônico.
- Estoque inicial de veículos: é o item que mais varia. Pergunte quantos veículos a rede exige na abertura, se há consignação e qual é o prazo de pagamento ao fornecedor.
- Oficina e ferramentas: equipamentos para diagnóstico de bateria, motor e parte elétrica, além de ferramentas de mecânica comum.
- Peças de reposição: baterias, pneus, freios e componentes elétricos para atender garantia e manutenção.
- Treinamento técnico: veículo elétrico exige conhecimento específico de bateria e controlador.
- Capital de giro: cobre aluguel, salários e reposição de estoque até as vendas se estabilizarem.
Custos mensais
- Royalties: a Moto Smart informa valor fixo de R$ 990 por mês em cidades de até 350 mil habitantes e R$ 1.520 nas maiores. A Ecospeed cobra 5% do faturamento. Gotrix e Motochefe não divulgam esse dado na base, então pergunte valor e base de cálculo.
- Aluguel: loja com área para exposição de veículos tende a ser maior que uma loja de varejo comum.
- Equipe: vendedor e técnico. A Ecospeed informa trabalhar com 2 funcionários por loja.
- Reposição de estoque: vender exige ter modelos e cores disponíveis para pronta entrega.
- Garantia e pós-venda: atendimento a defeitos, especialmente de bateria, consome horas de oficina.
- Marketing local: test-ride, ações em eventos e divulgação na região.
Royalties fixos dão previsibilidade, mas pesam mais nos meses fracos. Percentual acompanha a venda. Faça a conta com o faturamento que você espera no primeiro ano.
Prazo de retorno
Três redes informam: 10 a 12 meses (Motochefe), 12 a 18 meses (Gotrix) e 12 a 18 meses (Ecospeed). A Moto Smart não informa esse dado na base. São estimativas das marcas; peça a franqueados em operação quanto tempo levaram de fato.
Como reduzir o investimento
- Escolher a rede pelo formato: a diferença entre a entrada da Moto Smart e a da Motochefe é de mais de R$ 330 mil.
- Negociar o estoque inicial: começar com menos modelos e ampliar conforme a saída.
- Ponto com custo menor: loja de rua em avenida movimentada pode custar menos que shopping e facilita o test-ride.
Para conhecer o perfil de cada rede, veja as melhores franquias de moto elétrica. Para riscos e perfil do franqueado, leia franquia de moto elétrica vale a pena?.