Franquias de moto elétrica vendem motos, ciclomotores, bicicletas elétricas e autopropelidos, em geral com assistência técnica e venda de peças. É um segmento novo no franchising. A lista de franquias de moto elétrica da LBF tem 4 marcas, que somam 170 unidades. Com tão poucas redes, este guia apresenta todas elas, compara o que cada uma divulga e mostra o que observar antes de escolher.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As redes de moto elétrica na base da LBF
Por número de unidades em operação, a lista completa é esta:
- Motochefe: 100 unidades. Investimento a partir de R$ 370 mil e retorno estimado de 10 a 12 meses. A marca informa atuar desde 2019, com produção na Zona Franca de Manaus e cerca de 35 modelos, entre autopropelidos, ciclomotores, triciclos e bicicletas elétricas.
- Gotrix: 50 unidades. Investimento a partir de R$ 150 mil e retorno de 12 a 18 meses. A rede informa atuar há mais de 5 anos, vender autopropelidos, bicicletas, triciclos e skates elétricos e não vender pela internet, concentrando a compra nas lojas.
- Moto Smart: 20 unidades. Investimento de R$ 39.990, taxa de franquia de R$ 19.900 e royalties fixos de R$ 990 por mês em cidades de até 350 mil habitantes ou R$ 1.520 nas demais. A rede informa ter mais de 25 modelos, entre motos elétricas, ciclomotores, bicicletas elétricas e autopropelidos.
- Ecospeed: sem unidades registradas na base. Investimento de R$ 199 mil, taxa de R$ 70 mil, royalties de 5% do faturamento e retorno de 12 a 18 meses. A marca informa ter sede em Maringá (PR) e operar lojas com 2 funcionários e projeto arquitetônico fornecido pela rede.
A Motochefe tem cerca de 59% das unidades do segmento na base. As quatro marcas divulgam investimento, o que é raro: em muitos segmentos, a maioria das redes não informa esse dado.
O que diferencia as quatro redes
Porte do investimento. A diferença entre a menor e a maior entrada é grande: de R$ 39.990 na Moto Smart a partir de R$ 370 mil na Motochefe. Isso costuma refletir tamanho de loja, estoque de veículos exigido e estrutura de oficina. Pergunte a cada rede o que está incluído no valor.
Origem do produto. A Motochefe informa fabricar na Zona Franca de Manaus. Para as outras, pergunte de onde vêm os veículos, quem é o fabricante e como funciona a reposição de peças. Em veículo elétrico, bateria e controlador são os itens mais sensíveis.
Canais de venda. A Gotrix informa não vender pela internet, o que protege a loja da concorrência do próprio site da marca. Vale perguntar a mesma coisa às outras redes.
Forma de cobrança. A Moto Smart cobra royalties fixos, com valor diferente conforme o tamanho da cidade. A Ecospeed cobra 5% do faturamento. Motochefe e Gotrix não informam royalties na base.
Tipos de veículo. As quatro trabalham com várias categorias, de bicicletas elétricas e autopropelidos a ciclomotores e motos. Cada categoria tem regras próprias de habilitação, emplacamento e circulação, e isso muda o público que pode comprar sem burocracia.
Como comparar as marcas
- Estoque de veículos exigido. É o item que mais pesa no capital, e veículo parado na loja é dinheiro parado.
- Assistência técnica e peças. Quem conserta, em quanto tempo chega uma peça e quem paga a garantia.
- Exclusividade territorial. Qual é a área protegida e se há revendedores multimarca da mesma linha na sua cidade.
- Royalties e taxa de marketing. Fixo ou percentual, e sobre qual base.
- Prazo de retorno. Três redes informam, de 10 a 18 meses. Confirme com franqueados.
Para o detalhamento dos custos, leia quanto custa abrir uma franquia de moto elétrica. Para riscos e perfil, veja franquia de moto elétrica vale a pena?.