Franquia de moto elétrica pode valer a pena para quem acredita na mobilidade elétrica, gosta de varejo e está disposto a cuidar de pós-venda e assistência técnica. É um segmento novo e com poucas redes, o que traz oportunidade e também incerteza. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas para fazer antes de escolher uma marca da lista de franquias de moto elétrica.
Pontos a favor
- Custo de uso baixo para o cliente. Recarregar na tomada costuma custar bem menos que abastecer com gasolina, e a manutenção de um motor elétrico é mais simples. É um argumento de venda fácil de demonstrar.
- Público variado. Trabalhadores que fazem deslocamentos curtos, entregadores, estudantes e quem quer um segundo veículo para a cidade.
- Receita além da venda. Assistência técnica, peças, baterias e acessórios trazem o cliente de volta à loja.
- Poucas redes. A base da LBF tem só 4 marcas no segmento, somando 170 unidades. Em muitas cidades, ainda não há loja franqueada.
- Informação pública completa. As quatro redes divulgam investimento, o que facilita a comparação inicial.
Riscos e pontos de atenção
- Segmento jovem. As redes são novas no franchising, e uma delas, a Ecospeed, não tem unidades registradas na base. Há menos histórico para avaliar e menos franqueados para consultar.
- Regras de circulação. Autopropelidos, ciclomotores e motos elétricas têm exigências diferentes de habilitação, emplacamento e equipamentos. Mudanças nessas regras afetam o que o cliente pode comprar e como pode usar. Confira a classificação de cada modelo antes de vender.
- Bateria e pós-venda. Bateria é o componente mais caro e o que mais gera reclamação. Se a rede demora a enviar peças, o cliente fica sem o veículo e a sua reputação sofre.
- Concorrência fora das franquias. Lojas multimarca, importadores e vendas pela internet oferecem modelos parecidos, às vezes com preço menor.
- Capital em estoque. Veículos parados na loja ocupam espaço e dinheiro. Modelos que saem de linha perdem valor.
- Investimento muito diferente entre redes. As entradas vão de R$ 39.990 a R$ 370 mil. Veja o detalhamento em quanto custa abrir uma franquia de moto elétrica.
- Dependência de um fornecedor. Na maioria das franquias, você vende apenas os veículos da rede. Preço, prazo e lançamentos ficam nas mãos da franqueadora.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem gosta de vender produtos de ticket médio a alto, tem interesse por tecnologia e mecânica ou um sócio técnico, e está disposto a acompanhar a oficina tanto quanto o salão de vendas. Experiência no varejo de motos, bicicletas ou eletrônicos ajuda. Cidades com trânsito intenso, entregas por aplicativo e deslocamentos curtos tendem a ter mais demanda.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo estoque inicial de veículos, oficina e capital de giro?
- Quantos veículos preciso ter na abertura? Há consignação ou prazo de pagamento?
- Quem fabrica os veículos? Qual é a garantia da bateria e do motor, e quem paga o conserto?
- Em quanto tempo chegam as peças de reposição?
- A marca vende pela internet ou por revendedores na minha região?
- Quais modelos exigem habilitação ou emplacamento, e como o vendedor deve orientar o cliente?
- Os royalties são fixos ou percentuais? Há taxa de marketing?
- Existe exclusividade territorial? Quantas unidades fecharam até hoje, e por quê?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia deve ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados da LBF vêm do que marcas e portais divulgam; confira tudo na Circular e com franqueados em operação.
Como decidir
Com só quatro redes, dá para conversar com todas. Compare investimento, estoque exigido, suporte técnico, forma de cobrança e prazo de retorno, e visite lojas em funcionamento como cliente. A lista das melhores franquias de moto elétrica e as fichas de cada marca na LBF reúnem os dados para começar.