Na base da LBF, a única franquia de rastreamento veicular que divulga investimento pede de R$ 3.890 a R$ 10 mil. É um valor de microfranquia, mas não conta a história inteira: em rastreamento, boa parte do dinheiro sai depois da abertura, na compra de aparelhos, na instalação e na captação de clientes. Este guia mostra o que se sabe e o que você precisa perguntar.
O que a base mostra
Das 7 marcas da lista de franquias de rastreamento, apenas 2 divulgam investimento:
- Rastrek: de R$ 3.890 a R$ 10 mil. A taxa de franquia aparece na base como "R$ 59 a R$ 200", um valor incomum que vale confirmar com a rede. Royalties: zero. Retorno estimado: 12 meses.
- Correios: de R$ 122.400 a R$ 261.600, com royalties de 1%. É uma franquia de agência de encomendas, não de rastreamento veicular, e está aqui apenas porque aparece nesta categoria da base. O prazo de retorno consta como "120", sem unidade, e deve ser esclarecido com a franqueadora.
As redes Link Monitoramento, Dois Minutos Rastreamento, Multysat, Onlinesat e Eagle Track não divulgam investimento. Os dados vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam, e precisam ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia.
Por faixa de investimento
- Até R$ 100 mil: 1 marca (Rastrek).
- R$ 100 mil a R$ 250 mil: 1 marca (Correios, que não é de rastreamento).
- Acima de R$ 250 mil: nenhuma marca.
Com tão poucos dados, não é possível falar em uma faixa típica do segmento. O que dá para dizer é que existe pelo menos um modelo de entrada muito barata e que as redes focadas em frotas e cargas precisam ser consultadas uma a uma.
O que compõe o investimento em rastreamento
Peça à franqueadora a lista do que está incluído. Neste tipo de negócio, os itens costumam ser:
- Taxa de franquia: acesso à marca, à plataforma de monitoramento e ao treinamento.
- Kit inicial de rastreadores: alguns modelos exigem compra de um lote de aparelhos para começar a vender. Pergunte quantos e a que preço.
- Ferramentas e veículo para instalação: a instalação é feita no carro do cliente, e o franqueado precisa se deslocar. Um carro ou moto próprio e ferramentas básicas de elétrica automotiva entram na conta.
- Treinamento técnico: instalação em modelos diferentes de veículos exige prática. Se você não for instalar, terá de contratar ou terceirizar o serviço.
- Escritório ou ponto: muitas operações funcionam sem loja, mas redes voltadas a empresas podem pedir uma estrutura comercial.
- Capital de giro para captação: dinheiro para divulgação, combustível e tempo de prospecção até a carteira crescer.
Custos mensais
- Royalties: a Rastrek informa royalties zero. Nas outras redes de rastreamento, o valor não está na base.
- Repasse à franqueadora sobre as mensalidades: mesmo sem royalties, a remuneração da rede pode vir da plataforma, do chip de dados ou do aparelho. Entenda exatamente o que você paga por cliente ativo.
- Custo de chip e comunicação: cada rastreador usa conexão de dados, que alguém precisa pagar todo mês.
- Reposição de aparelhos: rastreadores retirados, danificados ou perdidos geram custo.
- Deslocamento e marketing local: visitas a clientes, parceiros e eventos.
Prazo de retorno
A Rastrek informa 12 meses. Em rastreamento, o retorno depende de quantos clientes ativos você acumula e de quantos cancelam. Uma carteira que cresce devagar, mas com pouca perda, costuma valer mais do que muitas vendas com alto cancelamento.
Como reduzir o investimento
- Começar como microfranquia e sem loja: trabalhando de casa e atendendo o cliente onde ele estiver.
- Aprender a instalar: fazer a instalação você mesmo, no início, evita custo com técnico terceirizado.
- Fechar parcerias antes de abrir: lojas de veículos, oficinas, corretores de seguro e associações de proteção veicular podem indicar clientes desde o primeiro mês.
- Negociar o kit inicial: pergunte se é possível comprar aparelhos sob demanda em vez de um lote fechado.
Para comparar as redes, consulte as melhores franquias de rastreamento. Para avaliar riscos e perfil, leia franquia de rastreamento vale a pena?.