Na base da LBF, só uma das duas franquias do mercado de luxo divulga investimento: a Boatlux Cotas Náuticas, que pede de R$ 240 mil a R$ 800 mil. A outra, a Autohaus, não informa valores. Com tão poucos números públicos, este guia se concentra no que compõe o investimento em cada modelo e nos custos que seguem depois da abertura, para você saber o que perguntar.
Os dados vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme cada valor na Circular de Oferta de Franquia.
O que as redes divulgam
As duas marcas da lista de franquias do mercado de luxo:
- Boatlux Cotas Náuticas: investimento de R$ 240 mil a R$ 800 mil. Taxa de franquia, royalties e prazo de retorno não aparecem na base.
- Autohaus: não divulga investimento, taxa, royalties nem prazo de retorno.
A faixa da Boatlux é larga: o valor máximo é mais de três vezes o mínimo. Pergunte o que separa um extremo do outro. Em negócios de cotas, a diferença pode estar no porte da operação, na região de atuação ou na participação do franqueado na compra das embarcações.
O que entra no investimento: cotas náuticas
Num modelo de compartilhamento de barcos, o valor costuma reunir:
- Taxa de franquia: direito de uso da marca, do modelo de contrato entre cotistas e do treinamento comercial.
- Escritório ou ponto de atendimento: muitas vezes perto de marinas ou em regiões de alta renda, com padrão compatível com o público.
- Estrutura comercial: equipe de vendas, material de apresentação e eventos para demonstração das embarcações.
- Sistema de gestão: agenda de uso entre cotistas, controle financeiro do grupo e registro de manutenção.
- Capital de giro: a venda de cotas é consultiva e pode levar meses; o caixa precisa cobrir esse ciclo.
Pergunte também se o franqueado precisa entrar com recursos na compra das embarcações ou se o barco é adquirido apenas com o dinheiro dos cotistas.
O que entra no investimento: intermediação de carros de luxo
Como a Autohaus não divulga valores, vale saber quais itens costumam pesar nesse tipo de operação:
- Ponto e showroom: espaço para exposição de veículos, com acabamento à altura do cliente.
- Estoque ou capital para compra de carros: se a unidade compra os veículos para revender, esse é de longe o maior valor. Em modelos de consignação, o capital necessário cai.
- Avaliação e preparação: vistoria, estética automotiva e pequenos reparos antes de anunciar.
- Marketing digital: fotos, vídeos e anúncios, já que o cliente costuma pesquisar on-line antes de visitar.
Custos que continuam depois da inauguração
- Royalties e taxa de marketing: nenhuma das duas redes divulga esses valores na base. Peça o percentual, o valor fixo ou a combinação, e sobre o que incidem.
- Equipe comercial: vendedores com perfil para atender alta renda, geralmente com comissão.
- Aluguel e manutenção do ponto.
- Custos do produto: no caso náutico, marina, manutenção, seguro e combustível, normalmente rateados entre cotistas, mas administrados pela unidade. No caso de carros, manutenção, seguro e custo do dinheiro parado em estoque.
- Relacionamento: eventos, brindes e ações para manter a base de clientes.
Prazo de retorno
Nenhuma das duas redes informa prazo de retorno na base. Peça a estimativa, a premissa de vendas por mês e converse com franqueados em operação para confirmar quanto tempo levaram de fato.
Como reduzir o investimento
- Formato de entrada: na Boatlux, o valor mínimo de R$ 240 mil indica que existe uma operação menor. Pergunte o que ela inclui.
- Consignação em vez de estoque: em intermediação de carros, trabalhar com veículos de terceiros reduz muito o capital necessário.
- Ponto compartilhado ou escritório: atendimento com hora marcada dispensa showroom grande no início.
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