Franquia de rastreamento pode valer a pena para quem tem perfil comercial e paciência para construir uma carteira de clientes que paga todo mês. O investimento de entrada pode ser baixo, mas o negócio é de venda ativa e de relacionamento de longo prazo. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que ajudam a decidir entre as marcas da lista de franquias de rastreamento.
Pontos a favor
- Receita recorrente. Cada cliente ativo paga mensalidade. Com o tempo, a carteira gera uma base de faturamento previsível, algo raro em microfranquias.
- Demanda ligada à segurança. Roubo e furto de veículos são uma preocupação comum, e seguradoras e associações de proteção veicular costumam exigir rastreador.
- Entrada barata em alguns modelos. A Rastrek, maior rede da base, com 1.500 unidades, informa investimento de R$ 3.890 a R$ 10 mil e royalties zero.
- Operação enxuta. Dá para começar sem loja, atendendo o cliente onde ele estiver e usando a central de monitoramento da franqueadora.
- Mercado de empresas. Gestão de frotas e cargas, foco de redes como Multysat e Onlinesat, envolve contratos com vários veículos de uma vez.
Riscos e pontos de atenção
- Pouca informação pública. Das 7 marcas da base, só 2 divulgam investimento, e uma delas é a dos Correios, que é uma franquia de encomendas e não de rastreamento. Você vai depender das respostas da franqueadora e da conversa com franqueados.
- Mercado concentrado. Fora a Rastrek, as redes de rastreamento da base têm 39 unidades ou menos. Isso pode significar rede jovem ou expansão lenta, e vale entender o motivo.
- Cancelamento. Cliente que vende o carro, troca de seguradora ou aperta o orçamento cancela a mensalidade. Uma taxa de cancelamento alta anula o efeito da receita recorrente.
- Concorrência de preço. Rastreadores também são oferecidos por seguradoras, associações e empresas independentes, o que pressiona o valor da mensalidade.
- Dependência da plataforma. Se a central ou o aplicativo da franqueadora falham, quem atende o cliente irritado é você.
- Propriedade da carteira. Em alguns contratos, os clientes pertencem à franqueadora. Se você sair, pode sair sem nada.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem gosta de vender, de visitar clientes e de criar parcerias com oficinas, revendas de veículos, corretores e transportadoras. Também aceita que o faturamento cresça aos poucos, cliente a cliente. Quem tem afinidade com elétrica automotiva ganha vantagem, porque pode instalar os aparelhos no início.
Para quem procura um negócio de loja, com cliente entrando pela porta, o modelo não combina.
Perguntas para fazer à franqueadora
- De quem são os contratos dos clientes se eu sair da rede ou o contrato de franquia terminar?
- Quanto da mensalidade fica comigo, e há algum valor cobrado por cliente ativo?
- O aparelho é vendido, alugado ou em comodato? Quem paga a reposição?
- A central de monitoramento funciona 24 horas? Há apoio para recuperação de veículos?
- Qual é a taxa média de cancelamento dos clientes da rede?
- Existe exclusividade territorial? Há franqueados vendendo na mesma cidade?
- Quais parcerias com seguradoras ou associações a rede já tem?
- Posso falar com franqueados que estão há mais de dois anos na rede?
Os números citados aqui vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam. Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia deve ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento, e é nela que você confirma cada valor.
Como decidir
Peça a cada rede uma simulação com número de clientes, mensalidade, repasse e cancelamento, e confira com franqueados se esses números batem com a realidade. Compare também com os custos detalhados em quanto custa abrir uma franquia de rastreamento e com o ranking das melhores franquias de rastreamento.