O segmento de brinquedos no franchising é mais variado do que o nome sugere. Além das lojas tradicionais, ele inclui máquinas de pelúcia, oficinas onde a criança monta o próprio urso, clubes de recreação e aluguel de carrinhos elétricos em shopping. A lista de franquias de brinquedos da LBF reúne 13 marcas, com 568 unidades somadas. Este guia mostra quem lidera, os tipos de negócio e como comparar.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Use as informações como ponto de partida e confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As maiores redes de brinquedos por número de unidades
- Ri Happy: 293 unidades. Taxa de franquia de R$ 100 mil e royalties de 5% do faturamento. A rede não divulga o investimento total na base.
- Mr Kids: 86 unidades. Investimento de R$ 3,2 mil a R$ 19,1 mil, com taxa de franquia de R$ 1,9 mil.
- Criamigos Oficina de Ursos: 50 unidades, com investimento de R$ 296 mil a R$ 522 mil.
- Caverna do Dino: 43 unidades.
- Zastras Brinquedos: 32 unidades, com investimento de R$ 199 mil a R$ 299 mil.
- YouPlay: 24 unidades.
- Planeta Imaginário: 13 unidades.
- Rally Kids: 10 unidades.
- P Diverte: 9 unidades.
- Pilotinhos: 5 unidades.
A Ri Happy, sozinha, responde por cerca de 52% das unidades do segmento na base. Somadas, as três primeiras chegam a 429 unidades, ou 75% do total. Abaixo delas, as redes têm de 3 a 43 unidades, e duas marcas, Casa Lúdica e Facilitoy, ainda não informam unidades em operação.
Quatro tipos de franquia de brinquedos
Lojas de brinquedos. Ri Happy, Zastras e Caverna do Dino vendem brinquedos em loja física. A Ri Happy informa ter começado em 1988, fundada por um pediatra e um administrador. A Zastras diz trabalhar com brinquedos educativos desde 2007, e a Caverna do Dino informa vender produtos para crianças e bebês. É o formato que mais depende de estoque e das datas fortes do varejo.
Experiência e recreação. A Criamigos vende a experiência de criar um bicho de pelúcia na loja, e a YouPlay se apresenta como clube de recreação infantil, com área de brincadeiras e buffet de aniversário. O cliente paga pela atividade, não só pelo produto.
Entretenimento em shopping. Rally Kids, P Diverte e Pilotinhos alugam minicarrinhos e bichinhos elétricos em corredores de shopping. A Mr Kids informa ter começado em 1995 com máquinas de grua de pelúcias. São operações pequenas, que dependem do contrato com o shopping e do fluxo de visitantes.
Educativos e aluguel de brinquedos. Casa Lúdica, com foco em brinquedos educativos e inclusão segundo a marca, e Facilitoy, que trabalha com aluguel de brinquedos e acessórios infantis, são redes novas na base, com investimento a partir de R$ 39.990.
Quanto custa entrar no segmento
Apenas 5 das 13 marcas divulgam investimento, e os valores vão de R$ 3,2 mil a R$ 522 mil. Três delas começam abaixo de R$ 100 mil. A Ri Happy, maior rede, não publica o investimento total, só a taxa de franquia. Veja o detalhamento em quanto custa abrir uma franquia de brinquedos.
Como comparar as marcas
- Tipo de receita. Venda de produto, cobrança por experiência e aluguel por tempo de uso têm margens, estoques e riscos diferentes.
- Estoque e capital de giro. Em lojas, pergunte quanto estoque a rede exige antes do Dia das Crianças e do Natal, e se há devolução do que não vender.
- Exclusividade de produto. Brinquedo igual ao do concorrente vira briga de preço com o comércio eletrônico. Produtos exclusivos protegem a margem.
- Contrato com o shopping. Para quiosques e veículos elétricos, o valor do espaço e o prazo de permanência definem o resultado.
- Tamanho e suporte da rede. Redes com poucas unidades têm menos histórico para mostrar. Peça contatos de franqueados.
Antes de decidir, leia também franquia de brinquedos vale a pena?, com os principais riscos do segmento.