Quanto custa abrir uma franquia de jogos é uma pergunta com pouca resposta pública. Das 10 marcas da lista de franquias de jogos da LBF, só 2 divulgam o investimento inicial na base, e nenhuma informa royalties ou prazo de retorno. Este guia reúne o que existe, explica o que compõe o custo nesse tipo de negócio e mostra o que perguntar para completar a conta.
Os números vêm da base da LBF, com o que marcas e portais divulgam. Como os dados são escassos, a Circular de Oferta de Franquia é ainda mais importante aqui: confirme cada valor nela.
O que as marcas divulgam
Os dois valores registrados na base são:
- Studio Games: de R$ 100 mil a R$ 540 mil.
- Escape60: de R$ 290 mil a R$ 650 mil.
Outras três marcas citam valores no texto de apresentação que publicam, sem que o dado esteja nos campos padronizados da base. Trate como informação da própria marca, a confirmar:
- Desbravadores: a marca fala em investimento inicial a partir de R$ 50 mil.
- MK+ Academy: a marca fala em investimento de R$ 89 mil a R$ 199 mil e em retorno de 12 a 15 meses.
- Gemotion: a marca fala em investimento de R$ 100 mil.
Com esses cinco exemplos, o segmento vai de cerca de R$ 50 mil a R$ 650 mil. As faixas largas da Studio Games e da Escape60 indicam formatos de tamanho bem diferentes dentro da mesma rede.
O que entra no investimento em cada modelo
O custo muda muito conforme o tipo de jogo. Peça à franqueadora a abertura do valor anunciado:
- Taxa de franquia: nenhuma marca do segmento informa esse valor na base. Pergunte quanto é e o que inclui.
- Equipamentos de realidade virtual: óculos, computadores com placa de vídeo, plataformas de movimento e licenças de jogos. Equipamento de VR envelhece rápido e tem de ser trocado.
- Cenografia de escape room: cada sala é uma obra de cenário, com mecanismos, trancas, sensores e iluminação. O custo cresce com o número de salas.
- Estrutura de e-sports e cursos: computadores e consoles, rede de internet rápida, mobiliário e salas de aula.
- Obra e ponto: em shopping, há projeto aprovado pelo empreendimento; em loja de rua, adequação acústica e elétrica.
- Segurança e licenças: alvará, vistoria do Corpo de Bombeiros e, no caso de clubes de tiro como Tiro Rápido e Zzoper, autorizações específicas de órgãos federais.
- Capital de giro: cobre os primeiros meses, enquanto o público conhece o espaço.
Custos mensais
- Royalties e taxa de marketing: nenhuma marca do segmento informa royalties na base. É o primeiro dado a pedir.
- Aluguel: em shopping, somado a condomínio e fundo de promoção, costuma ser o maior custo fixo.
- Equipe: monitores e atendentes que explicam as regras e acompanham os jogadores, com escala de fim de semana e feriado, que são os dias de maior movimento.
- Licenças e atualização de jogos: em VR e e-sports, novos títulos e licenças podem ter custo recorrente.
- Manutenção: óculos, controles, computadores e mecanismos de sala se desgastam com o uso intenso.
- Energia e internet: computadores ligados o dia todo pesam na conta.
Prazo de retorno
Nenhuma marca informa esse dado nos campos da base. A única referência é a MK+ Academy, que fala em 12 a 15 meses no próprio texto de apresentação. Para as demais, peça a estimativa e, principalmente, converse com franqueados, que são poucos no segmento.
Como reduzir o investimento
- Formato menor: quiosque de VR em vez de loja, ou escape room com menos salas na abertura.
- Ponto fora do shopping principal: reduz aluguel, mas exige mais esforço para atrair público.
- Receita de eventos: festas de aniversário e confraternizações de empresas ocupam horários de baixo movimento.
Para conhecer todas as redes do segmento, veja as melhores franquias de jogos. Para riscos e perfil, leia franquia de jogos vale a pena?.