O segmento de jogos é pequeno no franchising e reúne negócios bem diferentes entre si: realidade virtual, escape room, espaços de e-sports, cursos de desenvolvimento de games e até clubes de tiro. A lista de franquias de jogos da LBF tem 10 marcas, que somam 58 unidades. Com redes tão pequenas, o ranking serve mais para conhecer os modelos do que para escolher pela escala.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As redes de jogos na base da LBF
Por número de unidades em operação, a lista completa é esta:
- Desbravadores: 15 unidades. A rede informa ter surgido em 2016, com modalidades de esporte que unem diversão e competição.
- Studio Games: 12 unidades. Investimento de R$ 100 mil a R$ 540 mil, em estúdios que a marca descreve como de entretenimento e educação ligados a e-sports.
- Escape60: 9 unidades. Investimento de R$ 290 mil a R$ 650 mil, para salas de escape em que o grupo tem uma hora para sair.
- Arcade XP: 8 unidades. A marca informa trabalhar com quiosques de realidade virtual inspirados nos antigos fliperamas.
- Hyperbox: 5 unidades, com boxes de realidade virtual.
- Tiro Rápido: 4 unidades, no modelo de clube de tiro e loja de armas.
- MK+ Academy: 3 unidades. A rede informa ter nascido em Brasília em 2018, com cursos de desenvolvimento de games.
- Zzoper: 2 unidades, também clube de tiro, aberto em 2018 segundo a marca.
- Gemotion: sem unidades registradas. A marca informa ter sido lançada em 2017, com jogos em realidade virtual.
- Sniper: sem unidades registradas. Informa operar em shopping centers com simulação de operações policiais usando armas de pressão contra alvos do cenário.
As três maiores somam 36 unidades, cerca de 62% do segmento na base. Nenhuma rede passa de 15 lojas, o que significa marcas pouco conhecidas do grande público e menos franqueados para consultar.
Os tipos de franquia de jogos
Realidade virtual. Arcade XP, Hyperbox e Gemotion. O cliente paga por sessão para jogar com óculos e equipamentos de VR. Costuma funcionar em quiosque ou loja pequena de shopping. O ponto central é a renovação dos jogos e o desgaste dos equipamentos.
Escape room e experiências em grupo. Escape60 é o exemplo da base. Funciona com salas temáticas, reservas por horário e grupos de amigos, famílias ou empresas. Precisa de salas novas de tempos em tempos para o cliente voltar.
E-sports e educação. Studio Games e MK+ Academy combinam jogo com ensino. A receita tende a vir de mensalidades e cursos, o que dá mais recorrência que o pagamento por sessão.
Esporte e competição. Desbravadores trabalha com modalidades esportivas recreativas.
Tiro. Tiro Rápido e Zzoper são clubes de tiro com loja de armas, um negócio que depende de autorizações de órgãos federais e de regras rígidas de segurança. Sniper usa armas de pressão em ambiente de shopping, outra proposta.
Como comparar as marcas
- Modelo de receita. Pagamento por sessão, pacotes para festas e empresas ou mensalidade de curso. Quanto mais recorrente, mais previsível.
- Vida útil das atrações. Pergunte a cada quanto tempo é preciso trocar jogos, salas ou equipamentos, e quem paga.
- Tamanho do espaço. Quiosque, loja ou galpão mudam aluguel e obra.
- Dados que faltam. Só 2 das 10 marcas divulgam investimento na base, e nenhuma informa royalties ou prazo de retorno. Peça tudo por escrito.
Para o que se sabe sobre custos, leia quanto custa abrir uma franquia de jogos. Para riscos e perfil, veja franquia de jogos vale a pena?.