Franquia de jogos pode valer a pena para quem gosta de entretenimento, consegue um ponto com fluxo de público jovem e aceita renovar atrações com frequência. Mas é um segmento pequeno, com redes novas e pouca informação pública, e isso aumenta o risco. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas para fazer antes de fechar com uma marca da lista de franquias de jogos.
Pontos a favor
- Experiência que o cliente não tem em casa. Escape room, realidade virtual com equipamentos de ponta e competições em grupo são programas para sair de casa.
- Público de grupos. Amigos, famílias e empresas vêm juntos, o que aumenta o valor por visita.
- Eventos. Festas de aniversário e confraternizações de empresas ajudam a ocupar a agenda.
- Modelos com receita recorrente. Redes que juntam jogo e ensino, como Studio Games e MK+ Academy, podem trabalhar com mensalidade.
- Pouca concorrência de redes. Nenhuma marca da base passa de 15 unidades, então há muitas cidades sem nenhuma franquia do segmento.
Riscos e pontos de atenção
- Redes pequenas e jovens. As 10 marcas somam 58 unidades, e duas não têm unidades registradas. Há poucos franqueados para consultar e pouco histórico para avaliar.
- Falta de dados. Só 2 marcas divulgam investimento na base e nenhuma informa royalties ou prazo de retorno. Veja o que existe em quanto custa abrir uma franquia de jogos.
- Atrações envelhecem. O cliente que já fez a sala de escape ou jogou o título de VR precisa de novidade para voltar. Renovar custa dinheiro.
- Equipamento caro e frágil. Óculos, controles e computadores quebram e ficam defasados.
- Modismo. Formatos de entretenimento podem perder força quando a novidade passa.
- Movimento concentrado. Fins de semana, feriados e férias escolares lotam; terças e quartas podem ficar vazias, mas o aluguel e a equipe custam todos os dias.
- Regulação no caso do tiro. Clubes como Tiro Rápido e Zzoper dependem de autorizações federais e de regras que podem mudar.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem conhece o público gamer ou de entretenimento, gosta de atendimento e de organizar eventos e tem disposição para vender pacotes para escolas e empresas. Como as redes são pequenas, ajuda ter capital de reserva e tolerância a risco maior do que em segmentos consolidados. Quem procura um negócio com muitos dados históricos e marca conhecida tende a se sentir mais seguro em outros segmentos.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo equipamentos, cenografia, obra e capital de giro?
- Quanto são os royalties e a taxa de marketing? Sobre qual base?
- A cada quanto tempo preciso renovar jogos, salas ou equipamentos? Quem paga?
- Há licenças de software com custo recorrente?
- Quantas unidades a rede já abriu, quantas fecharam e por quê?
- Quanto tempo as unidades atuais levaram para pagar o investimento?
- Qual é a ocupação média por dia da semana nas unidades em operação?
- Posso visitar uma unidade e falar com o franqueado?
Pela Lei 13.966/2019, a franqueadora deve entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados da LBF vêm do que marcas e portais divulgam; em um segmento com tão pouca informação, a Circular e as conversas com franqueados são a principal fonte.
Como decidir
Escolha primeiro o tipo de experiência que combina com o seu público e o seu ponto. Visite unidades como cliente, em dia de semana e no fim de semana, e observe o movimento. Depois compare as marcas do mesmo modelo em investimento, custo de renovação e retorno informado. A lista das melhores franquias de jogos e as fichas de cada rede na LBF trazem o ponto de partida.