Franquias de cursos profissionalizantes vendem formação rápida para o mercado de trabalho: informática, administração, saúde, gastronomia, beleza, indústria. A lista de franquias de cursos profissionalizantes da LBF reúne 40 marcas que, somadas, informam 2.998 unidades. Este guia mostra as maiores redes, os tipos de escola que existem no segmento e o que comparar antes de escolher.
Os números abaixo vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Eles mudam com frequência, então trate a lista como ponto de partida e confirme cada dado na Circular de Oferta de Franquia.
As maiores redes de cursos profissionalizantes
Por número de unidades, o ranking do segmento na base é este:
- Microlins: 446 unidades. Investimento de R$ 150 mil a R$ 250 mil, taxa de franquia de R$ 20 mil a R$ 60 mil, royalties de 2% e retorno informado de 1 a 24 meses. A rede informa que foi lançada em 1991.
- Faculdade Multivix EAD: 368 unidades. Investimento de R$ 15 mil a R$ 150 mil, sem taxa de franquia e retorno informado de 6 a 12 meses.
- Prepara Cursos Profissionalizantes: 330 unidades. Investimento de R$ 100 mil a R$ 150 mil, taxa de franquia de R$ 20 mil a R$ 60 mil e royalties de valor fixo. Fundada em 2004, segundo a rede.
- Instituto Mix: 224 unidades. Investimento de cerca de R$ 62,8 mil a R$ 208 mil, royalties de 8% e retorno de 18 a 24 meses.
- Mathnasium: 203 unidades, com royalties de 13%. A rede é voltada ao ensino de matemática, e não à formação profissional.
- Instituto Gourmet Formação Profissional: 157 unidades. Investimento de R$ 217 mil a R$ 395 mil e retorno de 19 meses.
- IGA: 150 unidades. Investimento de R$ 200 mil, taxa de franquia de R$ 45 mil e retorno de 18 a 30 meses. A rede informa que nasceu em 2001, na Argentina.
- Grau Técnico: 104 unidades. Investimento de R$ 830 mil a R$ 1,62 milhão, o maior do segmento, com taxa de franquia de R$ 120 mil.
- Mister Wiz: 100 unidades, com aulas de empreendedorismo para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos.
- Uniube: 100 unidades, focada em graduação e pós-graduação presencial e a distância.
As dez primeiras somam 2.182 unidades, cerca de 73% do total do segmento na base. As três maiores ficam com 38%. Comparado a segmentos dominados por uma ou duas marcas, é um mercado relativamente distribuído, com várias redes médias e muitas escolas regionais.
Quatro tipos de franquia no segmento
O nome "cursos profissionalizantes" junta negócios bem diferentes. Na base da LBF, eles se dividem assim:
Escolas multiárea. Microlins, Prepara, Instituto Mix, Cebrac, Via Certa, Microcamp e redes menores como Evolute e MicroPro oferecem dezenas de cursos curtos em informática, administração, saúde e outras áreas. É o formato clássico de escola de bairro, com salas de aula, laboratório de informática e equipe comercial para matrícula.
Escolas de gastronomia. Instituto Gourmet e IGA operam cozinhas-escola, com bancadas, fogões e equipamentos de cozinha profissional. O investimento é mais alto que o das escolas multiárea, porque a estrutura física pesa mais.
Ensino técnico e superior. Grau Técnico (cursos técnicos), Faculdade Multivix EAD e Uniube (graduação e pós) trabalham com cursos regulados pelo poder público. O polo de ensino a distância costuma ter investimento mais baixo, enquanto a escola técnica presencial exige laboratórios e estrutura completa.
Nichos. Há redes especializadas em um único público ou tema: Escola do Mecânico (automotivo), Sigbol Fashion (moda e costura), Mulheres Habilitadas (direção para mulheres já habilitadas) e DSOP (educação financeira). Nichos têm menos concorrência direta, mas um público potencial menor em cada cidade.
Quanto custa entrar
Só 12 das 40 marcas divulgam investimento. Nesse grupo, os valores mínimos vão de R$ 15 mil (polo EAD da Multivix) a R$ 830 mil (Grau Técnico), e a maioria fica entre R$ 100 mil e R$ 250 mil. O detalhamento por faixa e o que entra na conta estão em quanto custa abrir uma franquia de cursos profissionalizantes.
Como comparar as marcas
Uma rede grande não é automaticamente a melhor escolha para a sua cidade. Ao colocar as opções lado a lado, olhe para:
- Catálogo de cursos e demanda local. Cursos de saúde, indústria ou tecnologia vendem de forma diferente conforme o mercado de trabalho da região.
- Certificação. Curso livre, curso técnico e graduação têm regras e reconhecimento diferentes. Pergunte o que o aluno recebe ao final.
- Modelo comercial. A receita depende de captar alunos todo mês. Veja se a rede entrega leads, campanhas e treinamento de vendas.
- Royalties. No segmento há 2% (Microlins), 8% (Instituto Mix, Instituto Gourmet, IGA e Grau Técnico), 13% (Mathnasium) e valor fixo (Prepara).
- Inadimplência e evasão. Cursos pagos em mensalidades sofrem com alunos que param de pagar ou desistem no meio. Pergunte como a rede lida com isso.
Converse com franqueados de cidades parecidas com a sua antes de decidir. Para pesar os riscos do segmento, leia também franquia de cursos profissionalizantes vale a pena?.