Odontologia é um dos segmentos de saúde com mais unidades franqueadas no Brasil. A lista de franquias de odontologia da LBF reúne 54 marcas, que somam 6.522 unidades, de redes com quase 2 mil clínicas a operações com menos de dez. Este guia mostra quem são as maiores, o que cada uma informa de investimento e retorno e quais modelos de clínica existem dentro do segmento.
Os números vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Eles mudam com frequência: use a lista como ponto de partida e confirme cada valor na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As maiores redes de odontologia do Brasil
Por número de unidades em operação, o ranking do segmento é este:
- Odontocompany: 1.944 unidades. Investimento de R$ 189 mil a R$ 307,3 mil, taxa de franquia de R$ 50 mil, royalties de 7% do faturamento bruto e retorno estimado em 24 meses.
- Odonto Excellence: 890 unidades. Investimento de R$ 170 mil, royalties de 5,9% do faturamento bruto e retorno de 12 a 18 meses.
- Sorridents: 530 unidades. Investimento de R$ 400 mil a R$ 630 mil, taxa de franquia de R$ 45 mil a R$ 80 mil, royalties de 6% e retorno de 24 a 36 meses.
- Oral Sin Implantes: 400 unidades. Investimento de R$ 500 mil a R$ 900 mil, taxa de franquia de R$ 65 mil e royalties de 6% do faturamento bruto.
- Orthodontic: 350 unidades. Investimento de R$ 202 mil a R$ 495 mil e royalties de 8%.
- Oral Unic Implantes: 300 unidades. Investimento de R$ 550 mil a R$ 1,2 milhão, taxa de franquia de R$ 75 mil e royalties de 6% sobre o fluxo de caixa.
- Odontoclinic: 260 unidades, com investimento de R$ 285 mil a R$ 415 mil.
- Coife Odonto: 240 unidades, com investimento de R$ 179 mil a R$ 580 mil.
- Redeorto: 228 unidades. Investimento informado de R$ 50 mil e royalties de 8% ou R$ 1.800 fixos, o que for maior.
- Orthopride: 192 unidades, com investimento de R$ 250 mil a R$ 850 mil.
As três primeiras somam 3.364 clínicas, cerca de 52% de todas as unidades do segmento na base. Só a líder responde por quase 30%. O topo é concentrado, mas há dezenas de redes menores, muitas com atuação regional.
Quatro tipos de franquia de odontologia
As marcas não vendem o mesmo negócio. Olhando o foco de cada uma, dá para separar quatro grupos.
Clínicas generalistas. Odontocompany, Odonto Excellence, Sorridents, Odontoclinic, Coife Odonto e Gou Odonto atendem várias especialidades no mesmo endereço, do clínico geral à prótese. A Odonto Excellence informa ter unidades no Brasil, no Paraguai, em Angola e em Portugal; a Sorridents diz ter sido fundada em 1995. É o modelo com maior número de unidades na base.
Redes de implantes. Oral Sin, Oral Unic e Catarinense Implantes concentram a operação em implantes e próteses. O ticket por paciente é mais alto, e o investimento acompanha: a Oral Sin pede de R$ 500 mil a R$ 900 mil, e a Oral Unic chega a R$ 1,2 milhão. A Oral Unic informa que foi fundada em 2016, em Itajaí (SC).
Redes de ortodontia. Orthodontic, Redeorto, Orthopride e Ortodontic Center trabalham com aparelhos, um tratamento longo, com manutenções mensais. A Redeorto informa que foi criada em 2006, em Ribeirão Preto (SP), com foco no público de classe C. A Ortodontic Center diz que o franqueado não precisa ter formação na área.
Nichos. A Ortoestetica atua em estética orofacial, o Iro em radiodiagnóstico odontológico e o Ioa em ensino para dentistas, com investimento de R$ 1,22 milhão a R$ 3,22 milhões. São negócios com público e operação bem diferentes de uma clínica de bairro.
Quanto custa entrar no segmento
Das 54 marcas da base, 29 divulgam o investimento. Os valores vão de R$ 50 mil (Redeorto) a mais de R$ 3 milhões (Ioa), e a maior parte das redes fica entre R$ 250 mil e R$ 1 milhão. Cadeiras odontológicas, autoclave, raio X e a adequação sanitária do imóvel pesam no orçamento. O detalhamento está em quanto custa abrir uma franquia de odontologia.
Como comparar as marcas
Tamanho de rede ajuda, mas não decide sozinho. Coloque lado a lado:
- Quem vai ser o responsável técnico. Toda clínica precisa de um dentista responsável. Se você não é dentista, pergunte como a rede ajuda a contratar e reter esse profissional.
- Número de consultórios. O investimento e o faturamento possível dependem de quantas cadeiras a unidade terá.
- Base de cálculo dos royalties. No segmento há cobrança sobre o faturamento bruto, sobre o fluxo de caixa (Oral Unic) e com valor mínimo fixo (Redeorto). Simule cada uma com o mesmo faturamento.
- Modelo de contratação dos dentistas. Salário, percentual sobre a produção ou parceria mudam o custo fixo da clínica.
- Apoio comercial. Boa parte das redes vive de captação ativa de pacientes. Pergunte quem faz esse trabalho e quanto ele custa.
- Prazo de retorno. A Orthodontic informa 5 meses, muito abaixo das demais, que ficam entre 12 e 36 meses. Peça a premissa do cálculo e confirme com franqueados.
Converse com pelo menos três franqueados de cada rede que estiver avaliando, incluindo um que tenha saído. Para entender os riscos do negócio, leia também franquia de odontologia vale a pena?.