Franquias de segurança vendem proteção para casas, condomínios e empresas: monitoramento de alarmes, câmeras, portaria remota, controle de acesso. A lista de franquias de segurança da LBF traz 27 cadastros, mas 8 deles são de outros ramos (pizzaria, açaí, estética, elevadores) que aparecem ali por citarem a palavra "segurança" na apresentação. Este guia considera só as 19 marcas que de fato atuam com segurança, que somam 872 unidades.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme cada número na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar qualquer contrato.
As maiores redes de segurança
Por número de unidades, o ranking do segmento é este:
- Emive: 358 unidades. Investimento a partir de R$ 25 mil, royalties de 7,5% e retorno informado de 1 a 6 meses. A rede informa 30 anos de atuação em segurança eletrônica.
- Inviolável: 181 unidades, com investimento de R$ 200 mil. A marca informa mais de 37 anos no monitoramento eletrônico.
- Castseg Distribuidora: 79 unidades. A rede tem origem em um grupo de empresas de monitoramento do interior de São Paulo, fundado em 2001.
- Camerite: 71 unidades. Investimento de R$ 39 mil a R$ 70 mil. Fundada em 2016, em Joinville (SC), segundo a marca, trabalha com câmeras ligadas a uma plataforma com aplicativo.
- Porter Acesso Seguro: 57 unidades. Investimento de R$ 24,5 mil a R$ 39,5 mil, com foco em controle de acesso de condomínios.
- Container Segurança: 35 unidades. Investimento de R$ 111,8 mil a R$ 145 mil. Atua com contêineres-cofre para guardar materiais e ferramentas em obras.
- Superseg: 25 unidades, na venda de câmeras e alarmes.
- Minha Portaria: 18 unidades. Investimento de R$ 32 mil a R$ 332 mil, em portaria remota.
- Falcon Armas: 16 unidades.
Emive e Inviolável somam 539 unidades, cerca de 62% de todo o segmento. Abaixo delas, a maioria das redes tem menos de 80 unidades, e várias têm uma ou duas.
Os tipos de franquia de segurança
Os negócios do segmento são bem diferentes entre si. Na base da LBF, dá para separar quatro grupos.
Monitoramento e segurança eletrônica. Emive, Inviolável, Castseg, Camerite, Superseg, Olho Vivo e redes menores como Orion, M24, Safer Alarmes e Safebras vendem, instalam e monitoram alarmes e câmeras. A receita vem da instalação e, principalmente, das mensalidades de monitoramento.
Portaria remota e controle de acesso. Porter, Minha Portaria e New Line Portaria Remota substituem ou complementam o porteiro presencial com central remota, câmeras e controle de entrada. O cliente típico é o condomínio, com contrato mensal.
Segurança do trabalho. Sessma e Sudomed atuam com saúde e segurança ocupacional para empresas; Segurança Total vende equipamentos de proteção individual. Sessma e Sudomed ainda não informam unidades em operação.
Outros modelos. Container Segurança (armazenamento em obras), Falcon Armas (armas) e Fácil Seg (seguros para empresas) usam o nome do segmento, mas têm operações próprias, com clientes e exigências diferentes.
Quanto custa entrar
Das 19 marcas do segmento, 9 divulgam investimento, e 5 delas partem de menos de R$ 100 mil. É um segmento com várias opções de entrada baixa, principalmente em revenda e instalação. As faixas completas estão em quanto custa abrir uma franquia de segurança.
Como comparar as marcas
- Quem opera a central de monitoramento. Em algumas redes a franqueadora monitora; em outras, o franqueado precisa montar ou contratar a central. Isso muda investimento, equipe e responsabilidade.
- Carteira de clientes e recorrência. Pergunte quantos contratos mensais uma unidade média tem e qual a taxa de cancelamento.
- Equipe técnica. Instalação e manutenção exigem técnicos treinados. Veja quem treina e quem certifica.
- Royalties. Só a Emive divulga o percentual (7,5%) na base. Para as outras, pergunte direto.
- Licenças. Vigilância com profissionais armados ou desarmados exige autorização da Polícia Federal; monitoramento eletrônico tem exigências menores. Saiba em qual caso a marca se encaixa.
Converse com franqueados de cidades do mesmo porte que a sua. Para entender os riscos, leia também franquia de segurança vale a pena?.