Abrir uma franquia de segurança pode custar menos de R$ 40 mil, em modelos de revenda e instalação, ou mais de R$ 300 mil, em operações de portaria remota com central própria ou em saúde ocupacional. A diferença está no que o franqueado precisa montar: só uma equipe técnica ou uma estrutura completa de atendimento 24 horas.
Faixas de investimento no segmento
A lista de franquias de segurança da LBF tem 19 marcas do ramo (outros 8 cadastros são de segmentos diferentes e ficaram de fora). Dessas 19, 9 divulgam investimento. Pelo valor mínimo informado, a distribuição é esta:
- Até R$ 100 mil: 5 marcas (56%).
- R$ 100 mil a R$ 250 mil: 2 marcas (22%).
- R$ 250 mil a R$ 1 milhão: 2 marcas (22%).
- Acima de R$ 1 milhão: nenhuma.
Os números são da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam, e devem ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia.
Exemplos reais
- Porter Acesso Seguro: de R$ 24,5 mil a R$ 39,5 mil.
- Emive: a partir de R$ 25 mil.
- Minha Portaria: de R$ 32 mil a R$ 332 mil, a faixa mais larga do segmento.
- Camerite: de R$ 39 mil a R$ 70 mil.
- Safebras: de R$ 95 mil a R$ 170 mil.
- Container Segurança: de R$ 111,8 mil a R$ 145 mil.
- Inviolável: R$ 200 mil.
- Sudomed Segurança no Trabalho: de R$ 270 mil a R$ 600 mil.
- Sessma: de cerca de R$ 385 mil a R$ 435 mil.
Quando a faixa é larga, como a da Minha Portaria, o mínimo costuma corresponder a um formato comercial enxuto e o máximo a uma operação com mais estrutura. Pergunte exatamente o que cada valor inclui.
O que entra no investimento inicial
Em segurança eletrônica e portaria remota, o valor anunciado costuma reunir:
- Taxa de franquia: nenhuma das marcas do segmento informa esse valor na base. Pergunte se ele está embutido no investimento total.
- Veículo e ferramentas: a equipe técnica precisa se deslocar até o cliente com escadas, ferramentas e material de instalação.
- Estoque de equipamentos: câmeras, centrais de alarme, sensores, gravadores, fechaduras e controladores de acesso.
- Central de monitoramento: se o franqueado precisar operar a própria central, entram estações de trabalho, software, link de internet redundante e energia de reserva. É o item que mais encarece o negócio.
- Escritório ou base operacional: pode ser pequeno em modelos de revenda; precisa ser maior quando há central e atendimento.
- Treinamento técnico: instalação elétrica, redes e trabalho em altura.
- Capital de giro: a receita mensal cresce aos poucos, conforme a carteira de contratos aumenta.
Em saúde e segurança do trabalho, como Sessma e Sudomed, a lógica é outra: o investimento vai para estrutura de atendimento, equipe técnica e profissionais da área de saúde.
Custos mensais depois da abertura
- Royalties: só a Emive divulga o percentual na base, de 7,5%. Nas demais, confirme se há royalty percentual, fixo ou cobrança por contrato monitorado.
- Taxa de monitoramento: em redes em que a franqueadora opera a central, é comum pagar um valor por cliente monitorado.
- Folha técnica e operadores: técnicos de instalação e, se houver central própria, operadores em escala 24 horas.
- Veículos: combustível, manutenção e seguro.
- Comodato de equipamentos: quando o equipamento é instalado sem custo para o cliente e pago nas mensalidades, o franqueado financia a instalação e recupera o valor ao longo do contrato.
Prazo de retorno
Só a Emive informa prazo de retorno na base: de 1 a 6 meses. É uma estimativa curta para qualquer negócio. Peça à rede a premissa por trás dela e confirme com franqueados em operação quanto tempo levaram de fato.
Como reduzir o investimento
- Começar como revenda e instalação: deixar o monitoramento com a franqueadora reduz o investimento e a equipe.
- Modelo home based: a M24 informa ter formato home based além da loja física.
- Comodato com cuidado: oferecer equipamento em comodato acelera vendas, mas exige mais capital de giro.
Para comparar as redes por porte, veja as melhores franquias de segurança. Para pesar os riscos, leia franquia de segurança vale a pena?.