Abrir uma franquia de multas custa, nas três redes que divulgam o valor, entre R$ 29.990 e R$ 169.990. É um dos segmentos de serviços com entrada mais baixa, porque o negócio não exige estoque nem equipamento pesado. Este guia mostra os valores, o que compõe o investimento e os custos que continuam depois da abertura.
O que as marcas divulgam
Das 5 marcas da lista de franquias de multas da LBF, 3 informam o investimento inicial. Os dados vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising publicam:
- Só Multas: de R$ 29.990 a R$ 169.990.
- BR Multas Soluções em Trânsito: de R$ 52 mil a R$ 90 mil.
- Help Multas: de R$ 124.900 a R$ 139.900.
Mister Multas, segunda maior rede do segmento com 47 unidades, e Help Recursos não divulgam investimento na base. Nenhuma das cinco informa taxa de franquia, royalties ou prazo de retorno. Esses dados precisam vir da própria franqueadora e ser conferidos na Circular de Oferta de Franquia.
Os valores divulgados cabem em três patamares:
- Abaixo de R$ 50 mil: só o formato de entrada da Só Multas.
- De R$ 50 mil a R$ 100 mil: a BR Multas e parte da faixa da Só Multas.
- Acima de R$ 100 mil: a Help Multas e o formato maior da Só Multas.
Quando a mesma marca informa uma faixa tão larga quanto a da Só Multas, a diferença costuma estar no formato: operação enxuta, sem ponto comercial, ou loja com equipe e estrutura de atendimento.
O que entra no investimento inicial
Recurso de multa é serviço intelectual e de atendimento. O dinheiro vai para:
- Taxa de franquia: direito de uso da marca, treinamento sobre legislação de trânsito e processo de recursos, e acesso ao sistema da rede.
- Ponto comercial: quando exigido, sala ou loja com recepção e área de atendimento. Locais próximos a órgãos de trânsito, autoescolas e despachantes costumam ser procurados.
- Tecnologia: computadores, digitalização de documentos e sistema de controle de prazos. Perder um prazo significa perder o caso.
- Marketing de lançamento: anúncios digitais, materiais para parceiros e ações com autoescolas, frotistas e motoristas de aplicativo.
- Capital de giro: para cobrir os meses iniciais, até a carteira de clientes se formar.
Não há estoque, cozinha ou máquinas, o que explica por que a maioria dos valores fica abaixo de R$ 170 mil.
Custos que continuam depois da abertura
Como nenhuma marca divulga royalties na base, pergunte com atenção sobre:
- Royalties: percentuais sobre o faturamento ou valor fixo mensal.
- Taxa por recurso elaborado: em redes em que a peça é preparada por uma equipe central, pode haver cobrança por processo. Entenda quanto fica com você em cada caso.
- Taxa de marketing e de sistema: fundo de propaganda e mensalidade da plataforma.
- Aluguel e equipe: quando há loja, atendente e, eventualmente, vendedor externo.
- Mídia paga: anúncios digitais são o principal canal de captação em muitas redes, e o custo por cliente pode subir com a concorrência.
Prazo de retorno
Nenhuma das cinco marcas informa prazo de retorno na base. Peça a estimativa à franqueadora e, principalmente, pergunte a franqueados em operação quantos clientes atendem por mês e em quanto tempo recuperaram o investimento.
Como reduzir o investimento
- Começar no formato mais enxuto: se a rede permite operar em sala pequena ou em casa, o custo inicial cai bastante.
- Parcerias em vez de ponto de rua: atender dentro de autoescolas ou despachantes pode substituir a loja própria.
- Captação por indicação: acordos com frotistas e transportadoras reduzem o gasto com anúncios.
Para conhecer as cinco redes, veja as melhores franquias de multas. Para avaliar riscos, leia franquia de multas vale a pena?.