Abrir uma franquia de loja esportiva custa, nas redes que divulgam valores, entre R$ 180 mil e R$ 899 mil. A amostra é pequena: das 16 marcas do segmento na base, apenas 4 informam o investimento, e nenhuma informa royalties ou prazo de retorno. Este guia trabalha com esses dados, explica o que pesa no investimento de uma loja de artigos esportivos e lista o que você precisa perguntar.
Os números vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Faixas de investimento no segmento
Na lista de franquias de loja esportiva da LBF, as quatro marcas que divulgam investimento ficam assim, pelo valor mínimo:
- Até R$ 100 mil: nenhuma marca.
- De R$ 100 mil a R$ 250 mil: 2 marcas.
- De R$ 250 mil a R$ 1 milhão: 2 marcas.
- Acima de R$ 1 milhão: nenhuma.
Os valores informados:
- Aby's Sport: de R$ 180 mil a R$ 320 mil. A rede se descreve como loja de material esportivo.
- Shopmasp: de R$ 209,4 mil a R$ 269,4 mil. Ligada ao grupo Marcelo Sports, de Santa Catarina, segundo a marca.
- Mundo Terra: de R$ 349 mil a R$ 899 mil, com foco em esportes ao ar livre.
- Body for Sure: de R$ 410,32 mil a R$ 453 mil, com moda fitness.
A faixa larga da Mundo Terra provavelmente reflete formatos e tamanhos de loja diferentes; pergunte qual estrutura corresponde a cada valor. Já Shopmasp e Body for Sure têm faixas estreitas, típicas de um modelo padrão.
As maiores redes do segmento, como Litoraneus UV, Mormaii Fitness e UV Line, não divulgam o investimento na base. Para elas, só a franqueadora pode informar os valores, e vale pedir a abertura completa.
O que entra no investimento de uma loja esportiva
Em varejo de moda e artigos esportivos, o peso do investimento muda em relação à alimentação: não há cozinha, mas há estoque.
- Estoque inicial: é o maior item do segmento. Uma loja precisa da grade completa de tamanhos, cores e modelos para não perder venda. Pergunte o valor exato e se o estoque é comprado da rede ou de fornecedores.
- Taxa de franquia: nenhuma marca do segmento informa o valor na base. Pergunte o que está incluído (treinamento, projeto da loja, inauguração).
- Projeto e obra: fachada, iluminação, provadores, piso e comunicação visual no padrão da marca. Em shopping, há regras do empreendimento.
- Mobiliário expositivo: araras, gôndolas, prateleiras para calçados e manequins.
- Sistema de gestão e caixa: controle de estoque por tamanho e cor é essencial para a reposição.
- Capital de giro: cobre aluguel, folha e reposição enquanto as vendas se estabilizam. Em loja de shopping, inclua condomínio e fundo de promoção.
Custos mensais
Sem royalties divulgados na base, peça a cada marca:
- Royalties: se existem, se são percentuais ou fixos, e sobre qual base. Em redes de marca própria, parte da remuneração da franqueadora pode vir da margem sobre os produtos vendidos ao franqueado.
- Taxa de marketing: valor e destinação.
- Reposição de estoque: prazo de pagamento aos fornecedores ou à rede, e política para devolução de peças paradas.
Além disso, entram aluguel, condomínio (em shopping), folha de vendedores, comissões e taxas de cartão.
Prazo de retorno
Nenhuma das 16 marcas informa prazo de retorno na base. Peça a estimativa por escrito e confirme com franqueados em operação, perguntando também sobre a venda nos meses mais fracos do ano.
Como reduzir o investimento
- Quiosque: várias redes do segmento, como Academia Store e Esporte Fino Store, informam operar nesse formato, que exige menos obra e menos estoque.
- Estoque consignado ou reposição semanal: se a rede oferecer, reduz o capital empatado em mercadoria.
- Mix enxuto: começar com as linhas de maior giro e ampliar depois.
- Ponto de rua em vez de shopping: pode reduzir aluguel e condomínio, desde que o fluxo justifique.
Para ver todas as redes ordenadas por tamanho, consulte as melhores franquias de loja esportiva. Os riscos estão em franquia de loja esportiva vale a pena?.