Franquia de energia solar pode valer a pena para quem tem perfil comercial e quer começar com pouco capital. O investimento baixo é real, mas o resultado depende quase inteiro da sua capacidade de vender um produto caro, técnico e quase sempre financiado. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas para fazer antes de assinar com qualquer marca da lista de franquias de energia solar.
Pontos a favor
- Entrada barata. Das 10 marcas que divulgam investimento na base da LBF, 9 começam abaixo de R$ 50 mil. A Power Mais informa R$ 10 mil.
- Sem loja e sem estoque grande. O modelo costuma funcionar com escritório simples e visitas ao cliente, o que reduz custos fixos.
- Argumento de venda claro. O cliente compara a conta de luz atual com a parcela do financiamento, uma conta fácil de mostrar.
- Mercado amplo. Casas, comércios, indústrias e propriedades rurais compram sistemas fotovoltaicos.
- Redes com escala. Energy Brasil, Bluesol e Insole têm mais de 240 unidades cada, o que indica processos testados em muitas cidades.
Riscos e pontos de atenção
- Resultado depende de vender. Investimento baixo não garante retorno rápido. Sem prospecção diária, a unidade não fatura.
- Dependência de crédito. Quando os juros sobem ou os bancos apertam a aprovação, a venda trava.
- Mudanças de regra. As condições de compensação de energia e as tarifas são definidas por regulação e podem mudar, alterando a conta que convence o cliente.
- Concorrência de integradores locais. Em muitas cidades há instaladores independentes com preço agressivo, além das outras franquias.
- Responsabilidade técnica. O projeto exige engenheiro e homologação na distribuidora. Uma instalação mal feita gera retrabalho, reclamação e risco de segurança.
- Variação do preço dos equipamentos. Módulos e inversores têm preço que oscila, o que afeta orçamentos já enviados.
- Taxa de franquia alta em relação ao total. Em algumas redes, a taxa é a maior parte do investimento. Na Kinsol, são R$ 14 mil de R$ 23 mil. Veja mais em quanto custa abrir uma franquia de energia solar.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem gosta de vender, tem rede de contatos na região, não se incomoda com negociação longa e aprende o básico técnico para conversar com o cliente. Quem vem de vendas, de corretagem ou de serviços elétricos tende a se adaptar rápido. Para quem quer operação de loja com cliente entrando pela porta, o segmento não combina.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Quem faz o projeto, a homologação e a instalação? Quem responde se der problema?
- Quais linhas de financiamento a rede oferece ao cliente, e qual é a taxa de aprovação?
- Os equipamentos são comprados obrigatoriamente da rede? Como é definido o preço?
- Quanto o franqueado ganha por sistema vendido: margem, comissão ou os dois?
- A rede fornece contatos de clientes, ou toda a prospecção é minha?
- Há royalties, taxa de marketing ou mensalidade de sistema?
- Existe exclusividade territorial? Quantos franqueados atuam na minha região?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia deve ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados da LBF vêm do que marcas e portais divulgam; confira tudo na Circular e com franqueados.
Como decidir
Comece pelo seu perfil: se você não gosta de vender, nenhuma rede vai resolver isso. Se gosta, monte uma lista com três marcas e compare quem faz a parte técnica, o financiamento oferecido, os royalties e o suporte comercial. Converse com franqueados que estão na rede há mais de um ano. O ranking das melhores franquias de energia solar e as fichas de cada marca ajudam a começar.