Energia solar é um dos segmentos de investimento mais baixo do franchising, e um dos que mais atraem quem quer empreender com venda consultiva. A lista de franquias de energia solar da LBF reúne 24 marcas, que somam 1.786 unidades. Este guia mostra as maiores redes, o que cada uma divulga e as diferenças de modelo que pesam na escolha.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Use a lista como ponto de partida e confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As maiores redes de energia solar do Brasil
Por número de unidades em operação, o ranking do segmento é este:
- Energy Brasil: 400 unidades. Investimento de R$ 99 mil, taxa de franquia de R$ 45 mil, royalties de 3,5% e retorno estimado de 6 a 12 meses.
- Bluesol: 296 unidades. Investimento de R$ 32 mil a R$ 239 mil, taxa de R$ 15 mil a R$ 100 mil, royalties de 10% e retorno de 9 a 24 meses.
- Insole: 243 unidades. Investimento a partir de R$ 25 mil, royalties de 3% e retorno de 6 a 24 meses.
- Portal Solar: 170 unidades. Investimento de R$ 35 mil a R$ 45 mil, com a taxa de franquia já incluída, royalties de 7% sobre o faturamento e retorno de 6 a 9 meses.
- Power Mais: 150 unidades. Investimento de R$ 10 mil, sem royalties e retorno de 6 meses.
- Kinsol Energia Renováveis: 118 unidades. Investimento de R$ 23 mil, taxa de R$ 14 mil, sem royalties e retorno de 4 meses.
- Ecopower Energia Solar: 111 unidades. Investimento a partir de R$ 28,9 mil e retorno de 6 a 9 meses.
- Solarprime: 80 unidades. Investimento de R$ 26 mil a R$ 85,68 mil, taxa de R$ 26 mil, royalties de 5% e retorno de 3 a 12 meses.
- Segenergy: 74 unidades, com investimento de R$ 40 mil.
- HCC Energia Solar: 67 unidades.
Depois delas vêm redes bem menores, como Solaron (17 unidades) e Grid Tie Solar (12 unidades e investimento de R$ 19 mil).
As três primeiras somam 939 unidades, cerca de 53% do segmento na base. É uma concentração moderada: há um grupo de oito redes com 80 unidades ou mais e uma cauda de marcas regionais.
Os modelos de franquia de energia solar
Os números parecidos escondem negócios diferentes. Vale olhar o que a marca diz sobre a própria origem.
Redes de venda e instalação. Energy Brasil, Bluesol, Solarprime, Ecopower e Kinsol trabalham com projeto e instalação de sistemas fotovoltaicos. A Ecopower informa ter sido criada em Barretos (SP) em 2013 e virado franquia em 2019. A Kinsol informa atuar desde 2013, em Uberaba (MG), como integradora parceira da WEG. Na Bluesol, a faixa larga de investimento sugere formatos de porte bem diferentes.
Modelos ligados a crédito e finanças. A Insole se apresenta como uma fintech que oferece soluções financeiras pela conta de energia, e a Power Mais informa ter sido criada por uma holding do setor financeiro, nascida em 2011. Nesses casos, o financiamento ao cliente é parte central do negócio.
Geração de demanda pela internet. O Portal Solar informa atuar desde 2014 e manter um portal de energia solar que gera contatos de clientes para a rede.
Fora do fotovoltaico. A Energ Geradores aparece no segmento, mas trabalha com grupos geradores, segundo a própria marca.
Como comparar as marcas
- Quem faz o projeto e a instalação. O sistema precisa de engenheiro responsável e de homologação na distribuidora. Pergunte se isso fica com você, com a rede ou com parceiros.
- Financiamento para o cliente. Boa parte das vendas depende de crédito. Veja quais linhas a rede oferece.
- Forma de cobrança. Royalties vão de zero (Power Mais e Kinsol) a 10% (Bluesol).
- Fornecimento de equipamentos. Módulos e inversores são comprados da rede ou de distribuidores livres?
- Prazo de retorno informado. Vai de 3 a 24 meses nas redes que divulgam; confirme com franqueados.
Para o detalhamento dos custos, leia quanto custa abrir uma franquia de energia solar. Para riscos e perfil, veja franquia de energia solar vale a pena?.