Abrir uma franquia de energia solar custa, na maior parte das redes que divulgam valores, menos de R$ 50 mil. É uma das faixas mais baixas do franchising, porque o modelo não exige loja nem estoque grande. Este guia mostra as faixas do segmento, o que o dinheiro paga, os custos mensais e os prazos de retorno informados.
Faixas de investimento no segmento
Das 24 marcas da lista de franquias de energia solar da LBF, 10 divulgam o investimento inicial. Pelo valor mínimo informado, a distribuição é esta:
- Até R$ 25 mil: 4 marcas (40%).
- R$ 25 mil a R$ 50 mil: 5 marcas (50%).
- R$ 50 mil a R$ 100 mil: 1 marca (10%).
- Acima de R$ 100 mil: nenhuma no valor mínimo, mas a faixa da Bluesol chega a R$ 239 mil.
Os números são da base da LBF, com o que marcas e portais divulgam. Confirme cada um na Circular de Oferta de Franquia.
Exemplos reais, do menor ao maior
- Power Mais: R$ 10 mil.
- Grid Tie Solar: R$ 19 mil.
- Kinsol Energia Renováveis: R$ 23 mil, dos quais R$ 14 mil são taxa de franquia.
- Insole: a partir de R$ 25 mil.
- Solarprime: de R$ 26 mil a R$ 85,68 mil, com taxa de R$ 26 mil.
- Ecopower Energia Solar: a partir de R$ 28,9 mil.
- Bluesol: de R$ 32 mil a R$ 239 mil, com taxa de R$ 15 mil a R$ 100 mil.
- Portal Solar: de R$ 35 mil a R$ 45 mil, com a taxa de franquia incluída.
- Segenergy: R$ 40 mil.
- Energy Brasil: R$ 99 mil, com taxa de R$ 45 mil.
Repare que, em várias redes, a taxa de franquia é a maior parte do investimento. Na Solarprime, ela é igual ao valor mínimo; na Kinsol, representa cerca de 61% do total. Isso significa que pouco dinheiro vai para estrutura e muito vai para o direito de usar a marca, o treinamento e o suporte.
O que entra no investimento
- Taxa de franquia: nas redes que divulgam, vai de R$ 14 mil a R$ 100 mil.
- Treinamento técnico e comercial: venda consultiva de sistemas fotovoltaicos exige entender conta de luz, dimensionamento e financiamento.
- Estrutura de trabalho: muitas unidades começam em escritório pequeno ou em casa. Formatos com showroom ou equipe técnica própria custam mais.
- Veículo e ferramentas: necessários se a equipe da unidade fizer visitas técnicas e instalações.
- Marketing local: divulgação na região para gerar os primeiros contatos.
- Capital de giro: a venda leva tempo para fechar, e a comissão ou margem só entra depois da aprovação do crédito e da instalação.
Um ponto que muda o orçamento: o projeto precisa de engenheiro responsável e de homologação na distribuidora de energia. Pergunte se esse custo é seu, da rede ou de um parceiro.
Custos mensais
- Royalties: as redes que informam cobram 3% (Insole), 3,5% (Energy Brasil), 5% (Solarprime), 7% sobre o faturamento (Portal Solar) e 10% (Bluesol). Power Mais e Kinsol dizem não cobrar.
- Taxa de marketing ou de sistema: pergunte se existe, mesmo quando não há royalties.
- Equipe comercial: vendedores costumam ganhar comissão sobre cada sistema vendido.
- Deslocamento: visitas a clientes, inclusive na zona rural, pesam em combustível.
- Equipe de instalação terceirizada: quando a rede não instala, você contrata e responde pela qualidade.
Prazo de retorno
As redes que informam falam em 4 meses (Kinsol), 6 meses (Power Mais), 6 a 9 meses (Portal Solar e Ecopower), 6 a 12 meses (Energy Brasil), 3 a 12 meses (Solarprime), 9 a 24 meses (Bluesol) e 6 a 24 meses (Insole). São prazos curtos porque o investimento é baixo. O que pesa é quantos sistemas você consegue vender por mês, e isso depende do seu esforço comercial e do crédito disponível para o cliente.
Como reduzir o investimento
- Começar sem ponto comercial: atender em casa ou em escritório compartilhado e visitar o cliente.
- Terceirizar a instalação: evita comprar veículo e ferramentas logo no início.
- Escolher o formato menor da rede: em marcas com faixa larga, como a Bluesol, o formato de entrada custa uma fração do maior.
Para ver o tamanho de cada rede, consulte as melhores franquias de energia solar. Para riscos e perfil, leia franquia de energia solar vale a pena?.