Franquia de móveis planejados pode valer a pena para quem tem perfil comercial, capital para um showroom e disposição para lidar com projetos longos, do primeiro desenho até a montagem na casa do cliente. O ticket por venda é alto, mas o ciclo é demorado e a satisfação do cliente depende de prazos que nem sempre estão nas mãos da loja. Este guia reúne prós, riscos e perguntas para avaliar qualquer marca da lista de franquias de móveis planejados.
As informações vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Ticket alto. Um único projeto de cozinha ou de apartamento inteiro representa uma venda de valor elevado, se comparado ao varejo comum.
- Sem produção própria. A fábrica da rede produz. O franqueado se concentra em vender, projetar e entregar.
- Marcas conhecidas. Italínea e Todeschini têm redes grandes, e marcas como a Celmar Móveis informam décadas de atuação.
- Demanda ligada a momentos de vida. Casamento, mudança, reforma e imóvel novo geram procura por móveis sob medida em qualquer cidade.
- Parcerias que geram vendas. Arquitetos, designers de interiores e construtoras podem indicar clientes de forma recorrente.
Riscos e pontos de atenção
- Ciclo de venda longo. Entre o primeiro contato e o pagamento podem passar semanas. Muitos orçamentos não viram venda.
- Dependência da fábrica. Atrasos de produção, erros de corte e falta de material afetam o cliente da loja, que cobra o franqueado.
- Montagem e pós-venda. Defeitos de instalação geram retrabalho e reclamações. A reputação local depende muito dessa etapa.
- Sensibilidade ao mercado imobiliário. Quando os lançamentos e as reformas desaceleram, a procura cai.
- Concorrência de marcenarias locais. Marceneiros independentes competem por preço, principalmente em cidades menores.
- Pouca informação pública. Só 2 das 9 marcas divulgam investimento na base, e os royalties de 26,6% registrados para a Todeschini precisam ser explicados pela rede. Os números disponíveis estão em quanto custa abrir uma franquia de móveis planejados.
- Mercado muito concentrado. A Italínea responde por cerca de 72% das unidades do segmento na base, e várias redes menores ainda têm poucas lojas.
Para quem faz sentido
O franqueado que costuma ir bem é um bom vendedor, com rede de contatos local, que gosta de acompanhar o cliente de perto e tem paciência para negociar. Experiência com decoração, arquitetura ou construção ajuda. Também é preciso capital para aguentar o período inicial, em que a loja gasta com showroom e equipe antes de as primeiras vendas serem entregues e pagas.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo showroom, mostruário, software e capital de giro?
- Como a rede se remunera: royalties, margem sobre o produto ou ambos? Quanto sobra de margem para a loja em um projeto médio?
- Qual é o prazo médio de entrega da fábrica, e o que acontece quando ele atrasa?
- Quem faz e quem paga a montagem? Quem responde por defeitos e pela garantia?
- Com que frequência o mostruário precisa ser trocado, e quem paga?
- Qual é a área de exclusividade da loja?
- Quantas lojas fecharam ou trocaram de dono nos últimos dois anos?
- Posso visitar lojas da rede e conversar com os donos?
A Lei 13.966/2019 exige que a Circular de Oferta de Franquia seja entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Use esse período para ler o documento e falar com franqueados.
Como decidir
Compare as redes pelo custo total da loja e pela margem real por projeto, não só pelo investimento de entrada. Visite lojas em funcionamento e veja como é o pós-venda. A lista das melhores franquias de móveis planejados traz todas as marcas da base para iniciar a comparação.