Franquia de colchão pode valer a pena para quem tem capital para um ponto amplo, gosta de venda consultiva e aceita depender da política comercial de uma fábrica. O ticket é alto, mas o cliente compra poucas vezes, e a disputa com lojas de móveis e com a internet é forte. Este guia reúne pontos a favor, riscos e as perguntas certas antes de escolher uma marca da lista de franquias de colchão.
As informações sobre as redes vêm da base da LBF, com o que elas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Ticket alto. Cada venda de colchão ou conjunto box tem valor relevante, e poucos atendimentos por dia podem sustentar a loja.
- Produto de necessidade. Todo mundo dorme, e colchões precisam ser trocados com o tempo. A demanda não depende de moda.
- Redes grandes e estáveis. A Ortobom, com 1.500 unidades na base, mostra que o modelo funciona em escala e em cidades de vários portes.
- Royalties isentos em algumas redes. Castor e Anjos Colchões & Sofás não cobram, segundo a base.
- Operação simples. Não há cozinha, validade de produto nem processo técnico complexo. O foco é vender e entregar bem.
Riscos e pontos de atenção
- Compra pouco frequente. O cliente que compra hoje só volta daqui a alguns anos. A loja precisa atrair clientes novos o tempo todo.
- Dependência da fábrica. Preço de compra, reajustes, prazo de entrega e lançamentos são decididos pela franqueadora. Quando não há royalties, a margem dela vem do produto.
- Concorrência ampla. Lojas de móveis, grandes varejistas, marcas que vendem colchão direto pela internet e outras franquias disputam o mesmo cliente.
- Capital parado. Showroom e estoque de exposição imobilizam dinheiro. Modelos que saem de linha podem virar ponta de estoque.
- Logística. Entrega, montagem e troca de produto volumoso custam caro e geram reclamação quando atrasam.
- Concentração. Três redes somam 84% das unidades do segmento na base. As redes menores têm menos histórico para avaliar.
- Retorno nem sempre curto. A Castor informa prazo de 36 meses. Veja os outros dados em quanto custa abrir uma franquia de colchão.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem experiência ou gosto por vendas, sabe montar e treinar uma equipe comercial e entende de varejo: vitrine, promoção, financiamento ao cliente e pós-venda. Também precisa ter capital além do investimento para sustentar o estoque. Quem prefere um negócio de baixo envolvimento ou com receita recorrente pode achar o modelo pesado, porque cada mês começa do zero em vendas.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo estoque de exposição, depósito e capital de giro?
- Como é formado o preço de compra dos produtos e com que frequência é reajustado?
- Qual é o prazo de pagamento à fábrica e o pedido mínimo?
- Quem faz a entrega e a montagem, e quem paga o frete?
- Como funcionam troca, garantia e assistência técnica?
- A rede vende online na minha região? Como as vendas pela internet são repartidas com as lojas?
- Existe exclusividade territorial?
- Quantas lojas fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
A lei de franquias exige que a Circular de Oferta de Franquia seja entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Leia com atenção as cláusulas de fornecimento e de exclusividade de compra.
Como decidir
Visite lojas das redes que você está considerando, como cliente e como candidato. Compare investimento, condições de compra, política de troca e prazo de retorno informado, e peça a franqueados os números reais. O ranking das melhores franquias de colchão traz as fichas de cada rede para começar essa comparação.