Franquia de publicidade pode valer a pena para quem gosta de vender e tem facilidade para se relacionar com comerciantes. O investimento é baixo e a estrutura é enxuta, mas o faturamento depende quase inteiramente da capacidade comercial do franqueado. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas para fazer antes de fechar com qualquer marca da lista de franquias de publicidade.
As informações sobre as redes vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Investimento baixo. As 8 marcas da base que divulgam valores começam entre R$ 4 mil e R$ 19.700. A Mídia Postal, por exemplo, informa R$ 4 mil, sem taxa de franquia.
- Sem ponto comercial. Muitas redes funcionam em casa ou com estrutura mínima, o que elimina aluguel e obra.
- Sem estoque de revenda. O produto é o espaço de anúncio. Não há mercadoria parada na prateleira.
- Retorno informado curto. As redes que divulgam esse dado falam em prazos de 15 dias a 8 meses.
- Redes de vários portes e formatos. De mídia em saco de pão, como a Premiapão, a portais e aplicativos locais, como o Portal da Cidade, há opções para perfis diferentes.
Riscos e pontos de atenção
- Tudo depende de venda. Se você não gosta de prospectar, visitar comerciantes e ouvir "não", o negócio não anda. Esse é o principal fator de fracasso no segmento.
- Renda irregular no começo. A carteira de anunciantes leva tempo para se formar, e muitos pequenos comércios anunciam por algumas edições e param.
- Concorrência com o digital. O comerciante local também pode anunciar em redes sociais e no Google, muitas vezes por conta própria. Você precisa mostrar por que a sua mídia dá resultado.
- Saturação de território. Em cidades pequenas, o número de anunciantes é limitado, e várias redes do segmento disputam os mesmos clientes. Na base, as três maiores somam apenas cerca de 40% das unidades, sinal de muitos concorrentes de porte parecido.
- Custo de produção. Em mídia impressa, cada edição tem custo de gráfica e distribuição. Se os espaços não forem vendidos, a margem some.
- Royalties sobre faturamento. Percentuais altos, como os 10% informados pela Bom Cupom, pesam mais à medida que as vendas crescem. Valores fixos dão previsibilidade.
- Poucos dados públicos. Menos da metade das marcas divulga investimento, e só três informam prazo de retorno.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem experiência em vendas, gosta de rua e de relacionamento, conhece o comércio da cidade e tem disciplina para manter uma rotina de visitas. Funciona bem como primeiro negócio ou como renda complementar no início, desde que haja tempo para vender. Quem procura um negócio que gere receita sem esforço comercial deve olhar outros segmentos.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Quanto um franqueado em operação vende por edição ou por mês, em média, depois de um ano?
- Qual é o custo de produção de cada edição e quem define o preço da gráfica?
- O território é exclusivo? Quantos estabelecimentos e anunciantes potenciais ele tem?
- Que treinamento comercial e que material de venda a rede oferece?
- Os royalties são fixos ou percentuais? Há outras mensalidades, como sistema ou fundo de marketing?
- Quantos franqueados desistiram no primeiro ano, e por quê?
- Como o anunciante mede o resultado da mídia?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia precisa ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Mesmo em microfranquia, leia o documento e converse com franqueados atuais e antigos.
Como decidir
Escolha primeiro o tipo de mídia que você conseguiria vender com convicção para o comércio da sua cidade. Depois, compare duas ou três redes desse tipo usando as melhores franquias de publicidade e os valores de quanto custa abrir uma franquia de publicidade. Antes de assinar, faça um teste prático: converse com dez comerciantes da região e veja quantos teriam interesse real em anunciar.