Franquia de TI e software pode valer a pena para quem tem perfil comercial ou técnico, paciência para formar carteira e interesse em receita recorrente. O investimento de entrada costuma ser baixo, mas o resultado depende quase todo do trabalho do franqueado. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de escolher uma marca da lista de franquias de TI e software.
Pontos a favor
- Investimento de entrada baixo. Das 8 marcas que divulgam valores na base, 5 começam abaixo de R$ 50 mil, como Qyon e Bluepex.
- Receita recorrente. Sistemas de gestão, hospedagem, segurança e suporte costumam ser cobrados por mês. Cada cliente novo se soma aos anteriores.
- Pouca estrutura física. Muitas redes aceitam home office, sem ponto comercial, obra ou estoque.
- Demanda das pequenas empresas. Comércios e prestadores de serviço precisam de emissão de nota, controle financeiro e presença digital, e muitos ainda não têm um fornecedor de confiança.
- Variedade de modelos. Há franquias de software de gestão, de infraestrutura, de aplicativos locais e de mobilidade, para perfis diferentes.
Riscos e pontos de atenção
- Transparência baixa. Só 8 das 31 marcas divulgam investimento, e nenhuma informa royalties na base da LBF. Você vai depender da Circular de Oferta de Franquia para entender a conta. Veja o que perguntar em quanto custa abrir uma franquia de TI e software.
- Ciclo de venda longo. Vender software para empresas envolve demonstração, negociação e implantação. Os primeiros meses podem ter pouca receita.
- Dependência do produto da franqueadora. Se o sistema falha, atrasa atualizações ou perde competitividade, é o franqueado que ouve o cliente.
- Concorrência direta das próprias desenvolvedoras. Muitas empresas de software vendem online, sem intermediário, e com preço agressivo.
- Redes pequenas. Nenhuma marca do segmento passa de cem unidades na base, e várias têm menos de dez. Redes jovens podem mudar regras, produto ou até encerrar a operação.
- Modelos de aplicativo local. Em franquias de guia de cidade ou mobilidade, o valor depende de atingir massa de usuários na sua cidade, o que nem sempre acontece.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem vem de uma destas duas trajetórias: vendas para empresas, com rede de contatos entre contadores, comerciantes e gestores; ou formação técnica em informática, com disposição para também vender. Quem não gosta de prospectar tende a ter dificuldade, mesmo nos modelos mais técnicos, porque a carteira não se forma sozinha.
Também faz sentido para quem já tem empresa de informática ou contabilidade e quer acrescentar um produto ao portfólio, desde que o contrato permita.
Perguntas para fazer à franqueadora
- A franqueadora desenvolve o software ou revende de terceiros? Quem responde por suporte e falhas?
- Como é dividida a mensalidade paga pelo cliente final?
- Existem royalties, taxa de marketing ou taxa fixa de plataforma? De quanto?
- De quem é a carteira de clientes se o contrato terminar ou não for renovado?
- A franqueadora vende diretamente no meu território, pela internet ou por outros canais?
- Qual é a exclusividade territorial e como ela é medida?
- Quantos clientes um franqueado médio tem após 12 e 24 meses?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados citados aqui vêm da base da LBF, que reúne o que marcas e portais divulgam, e devem ser conferidos nesse documento.
Como decidir
Comece pelo tipo de negócio, não pela marca: revenda de gestão, infraestrutura, aplicativo local ou mobilidade. Depois, escolha duas ou três redes desse grupo e compare como cada uma divide a receita recorrente e de quem fica a carteira. Converse com franqueados com mais de dois anos de operação. O ranking das melhores franquias de TI e software e as fichas de redes como Totvs e Gigatron trazem os dados para começar.