Abrir uma franquia de TI e software costuma custar menos de R$ 50 mil, em modelos de revenda e home based, mas há formatos acima de R$ 200 mil e uma rede que pede até R$ 900 mil. O segmento divulga poucos números, então este guia trabalha com o que existe e mostra o que perguntar para completar a conta.
Faixas de investimento no segmento
Das 31 marcas da lista de franquias de TI e software da LBF, apenas 8 divulgam o investimento inicial. Pelo valor mínimo de cada uma, a distribuição é esta:
- Abaixo de R$ 50 mil: 5 marcas (63%).
- R$ 50 mil a R$ 250 mil: 2 marcas (25%).
- Acima de R$ 250 mil: 1 marca (13%).
Os valores informados, segundo cada rede:
- Vilesoft: de R$ 8,5 mil a R$ 250 mil, a faixa mais larga do segmento.
- Hostnet: de R$ 17,5 mil a R$ 25 mil. A marca informa ter sido fundada em 2001, no Rio de Janeiro, com hospedagem de sites e registro de domínios.
- Qyon: R$ 19,9 mil.
- Audaces: R$ 20 mil, com software e equipamentos para moda e têxtil.
- Bluepex: de R$ 25 mil a R$ 40 mil.
- Hyperlocal: R$ 70 mil.
- Atende Portaria: de R$ 70 mil a R$ 215 mil.
- Totvs: de R$ 440 mil a R$ 900 mil.
Além dessas, a Gigatron não divulga o investimento total, mas informa taxa de franquia de R$ 10 mil.
As outras 23 marcas não divulgam valores na base. Isso inclui redes com dezenas de unidades, como Taki App, HelpDigital Tecnologia e Onde Ir Cidades. Para essas, o investimento só aparece na conversa com a franqueadora.
O que entra no investimento inicial
Em TI e software, o dinheiro vai menos para obra e mais para estrutura comercial e técnica. Peça a abertura destes itens:
- Taxa de franquia: direito de uso da marca, licença do sistema para revenda, treinamento e suporte de implantação.
- Equipamentos: computadores, notebooks e, em redes de infraestrutura ou portaria, ferramentas, câmeras e servidores.
- Escritório ou home office: muitas redes aceitam operação em casa; outras exigem sala comercial para atender clientes e alocar técnicos.
- Certificações e treinamento técnico: em redes de software de gestão ou segurança, a equipe precisa ser certificada no produto.
- Marketing inicial: prospecção, eventos e anúncios para formar a primeira carteira.
- Capital de giro: fundamental, porque a receita recorrente começa pequena e cresce cliente a cliente.
Custos que continuam depois da inauguração
Nenhuma das 31 marcas do segmento informa royalties na base da LBF. Isso não significa que eles não existam: em franquias de software, a franqueadora costuma ficar com parte da mensalidade paga pelo cliente final, ou cobrar taxa fixa por licença ou usuário. Pergunte especificamente:
- Divisão da receita recorrente: quanto da mensalidade do cliente fica com você e quanto vai para a franqueadora.
- Taxas fixas mensais: uso de plataforma, sistema de gestão da franquia e fundo de marketing.
- Custos de nuvem e licenças: quem paga servidores, hospedagem e licenças de terceiros.
- Folha: técnicos e vendedores, que tendem a ser o maior custo fixo do negócio.
Prazo de retorno
Só a Gigatron informa esse dado, com estimativa de 1 a 12 meses. Com uma única referência, não dá para falar em média do segmento. Peça a franqueados em operação quanto tempo levaram para formar uma carteira que pague os custos fixos.
Como reduzir o investimento
- Começar em home office: dispensa aluguel e obra nos primeiros meses.
- Escolher modelos de revenda: os valores de entrada mais baixos da base estão em redes de revenda de software e hospedagem.
- Aproveitar estrutura que você já tem: quem já tem empresa de informática pode somar a franquia ao negócio existente, se o contrato permitir.
Os números deste guia vêm da base da LBF e devem ser conferidos na Circular de Oferta de Franquia. Para ver porte e modelo de cada rede, leia melhores franquias de TI e software, e para pesar riscos, veja franquia de TI e software vale a pena?.