Franquia de gráfica pode valer a pena para quem tem perfil comercial, gosta de lidar com empresas e entende que o resultado depende de construir uma carteira de clientes recorrentes. O segmento tem poucas redes e modelos muito diferentes, por isso a primeira decisão é qual tipo de gráfica você quer operar. Este guia reúne pontos a favor, riscos e perguntas para fazer antes de escolher uma marca da lista de franquias de gráfica.
As informações sobre as marcas vêm da base da LBF, com o que elas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Demanda recorrente de empresas. Cartões, folders, etiquetas, crachás e material de ponto de venda são comprados de novo a cada campanha ou reposição.
- Opções para capitais muito diferentes. A base tem desde a Caricanecas, com investimento de R$ 7.500 a R$ 12 mil, até a AlphaGraphics, de R$ 400 mil a R$ 870 mil.
- Produção sob encomenda. Boa parte do trabalho é feita depois do pedido, o que reduz o estoque de produto pronto.
- Serviços complementares. Impressão, acabamento, comunicação visual e brindes podem ser vendidos ao mesmo cliente.
- Praças livres. Com poucas redes e várias delas pequenas, há muitas cidades sem unidade franqueada de gráfica.
Riscos e pontos de atenção
- Digitalização. Muitos materiais que antes eram impressos, como cardápios, catálogos e convites, migraram para o celular. A gráfica precisa se adaptar ao que ainda é impresso.
- Concorrência com gráficas online. Sites que imprimem em grande escala e entregam em todo o país pressionam o preço de itens padronizados, como cartões e panfletos.
- Gráficas independentes. Toda cidade tem gráficas locais com preços baixos. A franquia precisa justificar o preço com prazo, qualidade e atendimento.
- Máquinas caras e manutenção. Equipamento parado significa pedido atrasado. Contratos de manutenção e a obsolescência das máquinas entram na conta.
- Base pequena para comparação. São só 8 marcas, e só 3 divulgam investimento. Duas delas, Imprimix e Papel Imagem, aparecem sem unidades em operação. Há pouca informação pública para comparar redes, e a conversa com franqueados ganha mais peso. Veja o que existe em quanto custa abrir uma franquia de gráfica.
- Prazo de recebimento. Clientes empresariais costumam pagar a prazo, o que exige capital de giro.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem habilidade de prospecção, gosta de visitar empresas e de negociar orçamentos, e tem atenção a detalhes, porque erro de impressão é retrabalho e prejuízo. Conhecer um pouco de design e de processos gráficos ajuda. Nos modelos de personalização, o perfil é mais de vendas para o consumidor final, com forte uso de redes sociais. Quem espera que a loja venda sozinha pela vitrine tende a se frustrar no modelo B2B.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Quais equipamentos fazem parte do investimento, e eles são comprados ou alugados?
- A produção é feita na unidade ou em uma central da rede? Qual o prazo de entrega ao cliente?
- Quais são os royalties, a taxa de marketing e eventuais taxas de sistema?
- A rede tem fornecedores homologados de papel e insumos? Os preços são competitivos?
- Como a rede ajuda a conquistar clientes empresariais?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
- Existe exclusividade territorial?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia deve ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Leia o documento com calma e peça contatos de franqueados atuais e dos que saíram.
Como decidir
Escolha primeiro o tipo de gráfica: personalização, gráfica rápida ou comunicação impressa para empresas. Depois compare as marcas desse grupo em investimento, equipamentos, suporte comercial e prazo de retorno. O ranking das melhores franquias de gráfica reúne as fichas de todas as redes da base para começar.