Abrir uma franquia de acessórios para celular custa entre R$ 195 mil e R$ 400 mil nas duas redes que divulgam o valor na base da LBF. Formatos menores, como quiosques e modelos dentro de outros estabelecimentos, existem no segmento, mas as marcas que os oferecem não publicam o investimento. Este guia mostra o que se sabe, o que compõe o custo e quais despesas continuam depois da abertura.
O que as marcas divulgam
Das 8 marcas da lista de franquias de acessórios para celular, só 2 informam o investimento inicial:
- Loft: de R$ 195 mil a R$ 265 mil.
- Casa do Celular: de R$ 200 mil a R$ 400 mil, com taxa de franquia de R$ 50 mil a R$ 80 mil.
As outras seis, entre elas KingCase, Itcase e Case & Screen, não divulgam valores na base. Com uma amostra tão pequena, não é possível falar em faixa típica do segmento. O que dá para dizer é que lojas completas de redes estabelecidas começam perto de R$ 200 mil, e que formatos menores precisam ser consultados um a um.
Quando a faixa é larga, como os R$ 200 mil a R$ 400 mil da Casa do Celular, a diferença costuma vir do tamanho da loja, do tipo de ponto e do volume de estoque inicial.
O que entra no investimento inicial
- Taxa de franquia: na Casa do Celular, de R$ 50 mil a R$ 80 mil. Cobre marca, treinamento e suporte de implantação.
- Estoque inicial: é o coração do negócio. Capas e películas precisam cobrir dezenas de modelos de aparelho, e fones, cabos e carregadores precisam de variedade de preço.
- Montagem do ponto: quiosque ou loja no padrão da rede, com expositores, vitrines iluminadas, balcão e iluminação.
- Equipamentos de serviço: quando há aplicação de película ou personalização, entram máquinas de corte, impressoras ou ferramentas específicas.
- Sistema de gestão: controle de estoque por modelo de aparelho e frente de caixa.
- Ponto comercial: em shopping, aluguel, condomínio e eventualmente luvas, que nem sempre estão no valor anunciado.
- Capital de giro: para reposição de estoque e salários nos primeiros meses.
Custos mensais
- Royalties: a Casa do Celular informa 3,5%. As demais marcas não divulgam esse dado na base.
- Reposição de estoque: o maior gasto recorrente. Lançamentos de celular exigem comprar capas e películas novas, e modelos antigos perdem saída.
- Aluguel e condomínio: em quiosques de shopping, o custo por metro quadrado costuma ser alto, mesmo com área pequena.
- Equipe: vendedores em turnos que cubram todo o horário do shopping ou do comércio.
- Perdas e trocas: produtos com defeito, furtos e itens danificados.
- Taxas de cartão: a maior parte das vendas de ticket baixo é paga com cartão ou Pix.
Prazo de retorno informado
Só a Casa do Celular divulga esse dado: de 12 a 24 meses. É uma estimativa da própria rede. Peça a franqueados em operação o prazo real e o faturamento médio mensal das lojas, principalmente em pontos parecidos com o que você pretende abrir.
Como reduzir o investimento
- Quiosque em vez de loja: menos área, menos obra e menos mobiliário.
- Formatos dentro de outro negócio: a Me Salva! cita modelos store in store e home based. Pergunte quanto custam.
- Estoque inicial enxuto: comece pelos modelos de celular mais vendidos na sua região e amplie com base nas vendas.
- Negociar o ponto: shoppings menores ou ruas comerciais de bairro podem ter aluguel bem mais baixo, com fluxo ainda razoável.
Para ver todas as redes do segmento, consulte as melhores franquias de acessórios para celular, e para avaliar os riscos, franquia de acessórios para celular vale a pena?. Os números vêm da base da LBF, com o que marcas e portais divulgam, e devem ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia.