Capas, películas, fones, carregadores e cabos são itens que quase todo dono de celular compra mais de uma vez. As franquias de acessórios para celular vendem esses produtos, em geral em quiosques e lojas de shopping ou de rua com muito movimento. A lista de franquias de acessórios para celular da LBF reúne 8 marcas, que somam 322 unidades. É um segmento pequeno na base, com uma rede claramente maior que as outras.
Os dados abaixo vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Como o segmento tem poucas marcas e poucos números publicados, confirmar tudo na Circular de Oferta de Franquia é ainda mais importante.
As redes de acessórios para celular na base
Por número de unidades, a lista completa do segmento é esta:
- Casa do Celular: 170 unidades. Investimento de R$ 200 mil a R$ 400 mil, taxa de franquia de R$ 50 mil a R$ 80 mil, royalties de 3,5% e retorno estimado de 12 a 24 meses. A rede informa atuar desde 2009.
- KingCase: 64 unidades. A marca destaca a personalização de capas e películas.
- Loft: 54 unidades, com investimento de R$ 195 mil a R$ 265 mil. A marca informa trabalhar com mais de 1.500 itens de design próprio.
- Case & Screen: 16 unidades.
- Itcase: 16 unidades. A rede informa que suas lojas podem funcionar em salas comerciais pequenas e foram pensadas para quem nunca teve negócio próprio.
- Bred Capas: 2 unidades. Fundada em 2009, segundo a marca, inicialmente para vender mídias eletrônicas.
- Deco Skin: sem unidades franqueadas registradas na base. A rede informa ter começado em 2011 com um quiosque em shopping de São Paulo e vender também on-line.
- Me Salva! Tudo para Celulares: sem unidades registradas na base. Fundada em 2019, segundo a marca, que cita formatos home based e store in store.
A Casa do Celular sozinha tem cerca de 53% das unidades do segmento na base. Somada a KingCase e Loft, chega a 288 unidades, quase 90% do total.
Os formatos do segmento
Lojas completas. Casa do Celular e Loft divulgam investimentos acima de R$ 195 mil, compatíveis com lojas montadas em shoppings ou ruas comerciais, com vitrine, estoque amplo e atendimento.
Quiosques e lojas compactas. É o formato clássico do segmento: pouco espaço, alto fluxo de pessoas e venda rápida. A Deco Skin informa ter nascido assim, e a Itcase cita salas comerciais pequenas.
Personalização e serviços. A KingCase aposta na personalização de capas e películas. Aplicação de película e personalização agregam serviço ao produto e ajudam a diferenciar a loja.
Formatos enxutos. A Me Salva! menciona modelos home based e store in store, dentro de outro estabelecimento, que tendem a exigir menos estrutura.
Poucos números públicos
Apenas 2 das 8 marcas divulgam investimento na base, e só a Casa do Celular informa taxa de franquia, royalties e prazo de retorno. Para as demais, será preciso pedir os números diretamente. Veja o que já se sabe em quanto custa abrir uma franquia de acessórios para celular.
Como comparar as marcas
- Política de estoque. Pergunte se a compra é obrigatória pela rede, qual é o pedido mínimo e o que acontece com produtos de modelos de celular que saem de linha.
- Renovação do mix. A cada lançamento de aparelho, surgem novas capas e películas. A rede precisa abastecer rápido.
- Garantia e troca. Fones e carregadores dão defeito. Saiba quem arca com a troca.
- Serviços agregados. Aplicação de película, personalização e, em alguns casos, pequenos reparos aumentam o ticket.
- Formato e ponto. Quiosque, loja ou formato dentro de outro negócio mudam bastante o investimento e o aluguel.
Converse com franqueados de mais de uma marca. Para pesar riscos e perfil do negócio, leia também franquia de acessórios para celular vale a pena?.