Franquia de cookies e donuts pode valer a pena para quem quer entrar em alimentação com investimento menor e operação simples, e tem acesso a um ponto de muito fluxo. O produto é barato e vendido por impulso, então o negócio depende de volume. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas para fazer antes de assinar com uma marca da lista de franquias de cookies e donuts.
As informações sobre as marcas vêm da base da LBF, com o que elas e os portais divulgam, e devem ser confirmadas na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Investimento de entrada menor. Nas redes que divulgam valores, o mínimo vai de R$ 95 mil a R$ 210 mil, abaixo do que pedem restaurantes e lanchonetes.
- Operação enxuta. Sem cozinha quente nem salão, um quiosque funciona com poucos atendentes. Quando a massa vem pronta da fábrica, o preparo se resume a assar e finalizar.
- Produto fácil de entender. Cookie, donut e pretzel não precisam de explicação, e o cheiro do forno ajuda a vender.
- Mais de um canal. Além do balcão, dá para vender caixas para presentes, festas e empresas.
- Redes de porte parecido. Sem uma marca dominante, há opções como Duckbill Cookies and Coffee, Fini e Mr Cheney Cookies, com dezenas ou centenas de lojas cada.
Riscos e pontos de atenção
- Dependência do ponto. Em compra por impulso, quem não passa na frente não compra. Um quiosque mal localizado dificilmente se recupera.
- Aluguel alto em relação ao faturamento. Ticket baixo e aluguel de shopping formam uma conta apertada. Simule quantas unidades por dia você precisa vender só para pagar o ponto.
- Modismo. Doces da moda podem perder força depois de alguns anos. Prefira marcas com histórico e cardápio que se renova.
- Sazonalidade. Doces vendem mais em datas comemorativas e férias; meses fracos de shopping pesam no caixa.
- Validade curta e perdas. Produto que sobra no fim do dia é prejuízo.
- Pouca informação pública. Só 7 das 20 marcas divulgam investimento, e apenas 3 informam royalties. Os valores conhecidos estão em quanto custa abrir uma franquia de cookies e donuts.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem habilidade com atendimento e com gestão de equipe pequena, acompanha de perto o estoque e as perdas e está disposto a trabalhar no horário do shopping, incluindo fins de semana. Também combina com quem quer operar mais de uma unidade, já que o formato é replicável.
Quem busca alto faturamento por loja ou não quer depender do fluxo de terceiros pode preferir segmentos de alimentação com refeição completa.
Perguntas para fazer à franqueadora
- O investimento divulgado inclui luvas, caução e projeto do shopping?
- A massa vem pronta? Qual é o prazo de validade e como funciona a logística até a minha cidade?
- Royalties e taxa de marketing são fixos ou percentuais? Há locação de equipamento?
- Qual é o ticket médio e o número de vendas por dia em lojas parecidas com a que pretendo abrir?
- Quanto do faturamento das unidades vem de encomendas e delivery?
- Com que frequência o cardápio muda, e quem desenvolve os novos produtos?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Leia com calma e fale com franqueados atuais e com quem já saiu da rede.
Como decidir
Escolha primeiro o produto e o formato que fazem sentido para a sua cidade e para o ponto disponível. Depois compare três ou quatro marcas em investimento, royalties, origem da massa e prazo de retorno. O ranking das melhores franquias de cookies e donuts e as fichas de cada rede na LBF ajudam a montar essa comparação.