Franquia de moda masculina pode valer a pena para quem tem capital para estoque, gosta de varejo e sabe lidar com coleções que precisam girar. É um negócio de loja, com rotina de vendas, vitrine e compras. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de assinar com qualquer marca da lista de franquias de moda masculina.
Pontos a favor
- Marcas com história. Várias redes do segmento têm décadas de mercado, segundo o que informam: Casa Prado desde 1955, Highstil desde 1969 e Sketch desde 1989. Marca conhecida reduz o tempo para a loja ganhar clientes.
- Coleção pronta. O franqueado não precisa criar produto nem negociar com confecções: a franqueadora desenvolve as peças, e você escolhe o que comprar.
- Público fiel. Quem se adapta ao caimento e à numeração de uma marca tende a voltar a ela, o que favorece a recompra quando o atendimento é bom.
- Opções de estilo e porte. A base da LBF tem desde moda básica, como Taco, até grifes como Aramis, passando por surfwear e acessórios.
- Concorrência pulverizada. Não há uma rede dominante no segmento: as cinco maiores da base têm entre 109 e 138 unidades cada.
Riscos e pontos de atenção
- Estoque parado. O principal risco da moda. Peças que não vendem viram liquidação, e liquidação corrói a margem. Errar na compra de uma coleção afeta o caixa por meses.
- Sazonalidade. As vendas sobem em datas como Dia dos Pais e Natal e caem em outros meses. O capital de giro precisa cobrir os períodos fracos.
- Concorrência do comércio eletrônico. A própria marca, grandes varejistas e lojas online vendem o mesmo tipo de peça. Pergunte como a rede trata as vendas do site na sua região.
- Custo de shopping. Aluguel, condomínio e fundo de promoção podem consumir boa parte do faturamento.
- Investimento alto. Das 12 marcas que divulgam valores, 9 pedem R$ 250 mil ou mais. Os números estão em quanto custa abrir uma franquia de moda masculina.
- Dados incompletos. Mais da metade das 26 marcas da base não divulga investimento. Isso não é sinal de problema, mas exige perguntar mais.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem gosta de varejo e de moda, acompanha os números de venda por peça e por tamanho e tem disciplina para comprar com base em dados, não em gosto pessoal. Também é importante saber montar e treinar uma equipe de vendedores, porque o atendimento é o que separa uma loja de franquia de um site.
Experiência anterior em loja ajuda muito. Quem nunca trabalhou com varejo deve se preparar para uma curva de aprendizado em compras, vitrine e gestão de estoque.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Quantas coleções há por ano, e o pedido mínimo é obrigatório?
- A rede aceita devolução, troca ou remanejamento de peças paradas entre lojas?
- Os royalties incidem sobre o faturamento ou sobre as compras?
- Qual é a margem média praticada entre o preço de compra e o de venda?
- Como funcionam as vendas online na minha região, e eu recebo alguma parte delas?
- Quantas lojas fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
- Posso falar com franqueados de cidades parecidas com a minha?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Os dados deste guia vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam; confira tudo na circular e com franqueados atuais e antigos.
Como decidir
Comece pelo público da sua cidade: uma grife premium precisa de renda alta por perto, e moda básica precisa de fluxo. Depois, monte uma lista curta com três ou quatro marcas compatíveis, compare investimento, forma de cobrança dos royalties e regras de compra, e visite lojas em funcionamento. O ranking das melhores franquias de moda masculina e as fichas de cada rede na LBF trazem os dados para começar.