Chocolate é um dos segmentos mais concentrados do franchising brasileiro. A lista de franquias de chocolate da LBF reúne 16 marcas que somam 5.180 unidades, e uma só rede responde pela maior parte delas. Este guia mostra quem são as maiores, que tipos de loja existem no segmento e como comparar as opções.
Os números vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Use a lista como ponto de partida e confirme todos os dados na Circular de Oferta de Franquia.
As maiores redes de chocolate
Por número de unidades, o ranking do segmento é este:
- Cacau Show: 4.000 unidades. Investimento de R$ 64,9 mil, taxa de franquia de R$ 10 mil a R$ 40 mil e retorno de 18 a 24 meses.
- Kopenhagen: 523 unidades. Investimento de cerca de R$ 185 mil a R$ 350 mil, taxa de franquia de R$ 60 mil e retorno de até 36 meses. A marca informa ter sido fundada há mais de 90 anos pelo casal David e Anna Kopenhagen.
- Chocolates Brasil Cacau: 405 unidades. Investimento de R$ 40 mil a R$ 180 mil, taxa de franquia de R$ 20 mil e retorno de 24 a 36 meses.
- Lugano Chocolates Artesanais: 66 unidades. A rede informa produção em Gramado desde 1976 e linha zero açúcar e sem lactose.
- Fábrica Di Chocolate: 51 unidades, com destaque para o fondue de frutas.
- Xôk's Chocolate: 49 unidades. Fundada em 1984, segundo a marca.
- Cacau Noir: 24 unidades.
- Caracol Chocolates: 21 unidades, com chocolates artesanais.
- Chocolateria Brasileira: 20 unidades, no nicho premium.
- Chocolates Planalto: 11 unidades.
Só a Cacau Show responde por cerca de 77% das unidades do segmento na base. Somadas Kopenhagen e Brasil Cacau, as três primeiras chegam a 95%. Todas as outras redes têm menos de 70 lojas.
Os tipos de franquia de chocolate
Olhando porte, produto e investimento, as marcas se dividem em quatro grupos.
Redes de grande alcance e preço acessível. Cacau Show e Brasil Cacau têm centenas ou milhares de lojas e investimento de entrada abaixo de R$ 100 mil. O produto é conhecido, o giro é alto e as campanhas nacionais trazem o cliente. Em troca, a concorrência entre lojas da mesma marca e com a rede vizinha é grande, e as decisões de produto e preço ficam com a franqueadora.
Chocolate fino e tradicional. Kopenhagen, Lugano, Xôk's, Caracol e Chocolateria Brasileira vendem um produto de preço mais alto, com apelo de presente. O investimento é maior e a loja depende de bons pontos em shoppings e áreas de maior renda.
Chocolate com café ou experiência. Gaafer Chocolateria e Goldko combinam chocolate e café, e a Nooma informa um modelo com chocolate bar. A Goldko se apresenta como especializada em chocolate zero açúcar. São redes que ainda não informam unidades em operação ou têm poucas lojas.
Bomboniere. A Planeta Bombom vende chocolates junto com balas, snacks e cestas, com um mix mais amplo que o de uma chocolateria.
Quanto custa entrar
Só 6 das 16 marcas divulgam investimento, que vai de R$ 40 mil (Brasil Cacau) a R$ 460 mil (teto da Goldko). O detalhamento por faixa e o que pesa no orçamento estão em quanto custa abrir uma franquia de chocolate.
Como comparar as marcas
- Formato da loja. Quiosque, loja de shopping e loja de rua têm aluguel, estoque e equipe diferentes. Pergunte quais formatos a rede aceita para a sua cidade.
- Planejamento da Páscoa. Boa parte do faturamento anual se concentra em poucas semanas. Entenda como a rede define pedidos, prazos e sobras de ovos.
- Forma de remuneração da franqueadora. No segmento, é comum a rede ganhar na venda do produto ao franqueado, e não só em royalties. A Brasil Cacau informa que a remuneração está no preço do produto.
- Margem e preço sugerido. Se a franqueadora define o preço de venda e o preço de compra, sua margem depende das duas decisões.
- Distância entre lojas. Em redes muito grandes, pergunte qual é o raio de exclusividade e quantas unidades já existem perto do ponto.
Converse com franqueados de lojas parecidas com a que você pretende abrir. Para pesar os riscos, leia também franquia de chocolate vale a pena?.