Franquias imobiliárias vendem, alugam e administram imóveis, e algumas também atuam em construção. A lista de franquias de imobiliária e construtora da LBF reúne 14 marcas, que somam 978 unidades. É um segmento com uma rede muito maior que as demais e um grupo de imobiliárias tradicionais que passaram a franquear.
Os dados abaixo vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Só 5 das 14 marcas informam investimento. Confirme todos os números na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As maiores redes imobiliárias
Por número de unidades, o ranking do segmento é este:
- RE/MAX: 571 unidades. Investimento de R$ 120 mil a R$ 500 mil, taxa de franquia de R$ 80 mil a R$ 100 mil, royalties de 6% e retorno estimado de 18 a 24 meses. A marca informa ter sido fundada em Denver, nos Estados Unidos, e atuar no Brasil desde 2009.
- Lopes: 116 unidades. Investimento de R$ 100 mil, que corresponde à taxa de franquia, royalties de 0,5% e retorno de 12 a 36 meses.
- Apolar Imóveis: 70 unidades, com investimento de R$ 99 mil a R$ 300 mil. A rede informa atividade desde 1969.
- GIS Gestão Imobiliária Segura: 50 unidades. A marca se apresenta como franquia multinegócio, com venda e locação, administração de condomínios, construção e seguros.
- Leardi: 49 unidades, com taxa de franquia de R$ 15 mil.
- Auxiliadora Predial: 38 unidades, com investimento de R$ 190 mil a R$ 270 mil.
- Homehub: 27 unidades.
- Une Master: 22 unidades. A rede informa expansão por franquias desde 2014.
- Bikasa Negócios Imobiliários: 7 unidades, com proposta de imobiliária digital.
- DNA Imóveis: 7 unidades, com investimento de R$ 75 mil a R$ 145 mil.
Completam a lista a Bazacon, com 4 unidades e foco em construção de casas, a Campainha, com 2 unidades em modelo home office, e a Nova Capital, que aparece sem unidades informadas e diz oferecer modelos home office, express e de loja. A base também classifica no segmento a Drop Motéis, com 15 unidades, um negócio de hospedagem que pouco tem a ver com a rotina de uma imobiliária.
A RE/MAX sozinha responde por cerca de 58% das unidades do segmento na base. Somada à Lopes, passa de 70%.
Quatro modelos de franquia imobiliária
Redes de marca nacional ou internacional. RE/MAX e Lopes são os nomes mais conhecidos. Oferecem marca forte para captar imóveis e atrair corretores, mas as condições são diferentes: a RE/MAX cobra 6% de royalties, e a Lopes, 0,5%.
Imobiliárias tradicionais que franqueiam. Apolar, Auxiliadora Predial e Leardi trazem décadas de operação própria para o modelo de franquia. Costumam ser mais fortes na região de origem, o que pode pesar na hora de captar clientes em outras praças.
Modelos enxutos e digitais. Campainha, Nova Capital, Bikasa e DNA Imóveis propõem estruturas menores, algumas em casa, para quem quer começar com pouco. A DNA Imóveis é a única do grupo que divulga investimento, a partir de R$ 75 mil.
Construção e multinegócio. GIS e Bazacon incluem construção ou serviços além da intermediação. É um negócio com mais capital, mais responsabilidade técnica e ciclo mais longo.
Como comparar as marcas
- Divisão de comissões. Entenda quanto da comissão de cada venda fica com a imobiliária, com o corretor e com a franqueadora.
- Geração de clientes e imóveis. Pergunte se a rede tem portal próprio, contratos com portais de anúncio ou campanhas que tragam contatos.
- Sistema de gestão. Cadastro de imóveis, funil de vendas e controle de locação fazem diferença no dia a dia.
- Exigência de CRECI. Veja quem será o responsável técnico registrado e se você precisa ser corretor.
- Equilíbrio entre venda e locação. Locação e administração geram receita mensal; venda gera comissões maiores, porém irregulares.
Os valores em detalhe estão em quanto custa abrir uma franquia imobiliária. Para os riscos do negócio, leia franquia imobiliária vale a pena?.