Abrir uma franquia imobiliária custa, nas redes que divulgam valores, a partir de R$ 75 mil, com formatos que chegam a R$ 500 mil. É um negócio sem estoque e sem cozinha: o dinheiro vai para marca, escritório, sistema e, principalmente, para sustentar a operação até as primeiras comissões entrarem. Este guia mostra os números disponíveis e o que pesa na conta.
Investimento informado pelas redes
Das 14 marcas da lista de franquias de imobiliária e construtora da LBF, apenas 5 divulgam o investimento inicial. São estas:
- DNA Imóveis: de R$ 75 mil a R$ 145 mil.
- Apolar Imóveis: de R$ 99 mil a R$ 300 mil.
- Lopes: R$ 100 mil, valor igual ao da taxa de franquia.
- RE/MAX: de R$ 120 mil a R$ 500 mil, com taxa de franquia de R$ 80 mil a R$ 100 mil.
- Auxiliadora Predial: de R$ 190 mil a R$ 270 mil.
Três delas começam em até R$ 100 mil, e todas têm valor mínimo abaixo de R$ 200 mil. A Leardi informa apenas a taxa de franquia, de R$ 15 mil. As demais redes, incluindo as que atuam em construção, não divulgam valores na base, e é preciso pedir diretamente.
Faixas largas, como a da RE/MAX e a da Apolar, costumam refletir o tamanho do escritório e da cidade: uma unidade pequena em cidade média custa bem menos que uma loja de rua em capital.
O que entra no investimento inicial
- Taxa de franquia: nas redes que divulgam, vai de R$ 15 mil (Leardi) a R$ 100 mil (Lopes e RE/MAX no formato maior). Em alguns casos, é a maior parte do investimento.
- Escritório: reforma, mobiliário, fachada e comunicação visual no padrão da marca. Imobiliária se beneficia de ponto visível, mas não precisa de área grande.
- Tecnologia: sistema de gestão de imóveis e clientes, site e integração com portais de anúncio.
- Registro e documentação: a imobiliária precisa de registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) e de um corretor responsável técnico.
- Marketing de lançamento: anúncios para captar os primeiros imóveis e atrair corretores.
- Capital de giro: item decisivo neste segmento. Uma venda pode levar meses entre a captação do imóvel e o recebimento da comissão, e o escritório precisa funcionar nesse intervalo.
Em franquias de construção, a conta muda: além da estrutura, há compra de terreno ou materiais, mão de obra de obra e responsabilidade técnica de engenharia. Peça à franqueadora um detalhamento separado para esse tipo de operação.
Custos mensais
- Royalties: na base, há dois extremos. A RE/MAX cobra 6%, e a Lopes, 0,5%. Pergunte sempre sobre o que incide o percentual: comissão bruta, faturamento total ou outro valor.
- Taxa de marketing ou de tecnologia: algumas redes cobram mensalidade pelo sistema e pela publicidade.
- Portais de anúncio: planos para divulgar imóveis costumam ser um custo fixo relevante.
- Equipe: secretária, captadores e, dependendo do modelo, salário fixo para parte dos corretores. A maioria trabalha por comissão.
- Aluguel e despesas do escritório.
Prazo de retorno
Duas redes informam esse dado: 12 a 36 meses (Lopes) e 18 a 24 meses (RE/MAX). Como a receita depende de transações, o prazo real varia muito com a taxa de juros, o mercado local e o tamanho da equipe de corretores. Confirme todos os números na Circular de Oferta de Franquia e pergunte a franqueados quanto tempo levaram para cobrir o investimento.
Como reduzir o investimento
- Modelos home office: redes como Campainha e Nova Capital informam formatos sem escritório.
- Começar pela locação: a carteira de administração de aluguéis gera receita mensal e ajuda a pagar as contas enquanto as vendas maturam.
- Sócio corretor: quem não tem CRECI pode se associar a um corretor experiente, que assume a responsabilidade técnica e traz contatos.
Os dados são da base da LBF, a partir do que marcas e portais divulgam. Para ver todas as redes, leia melhores franquias imobiliárias. Para pesar prós e contras, veja franquia imobiliária vale a pena?.