Franquias de telecomunicação vendem internet, telefonia e soluções de comunicação para residências e empresas. A lista de franquias de telecomunicação da LBF tem 11 marcas que somam 525 unidades, um segmento pequeno e bem variado: há desde parceiros de grandes operadoras até empresas de mensagens corporativas e produção de vídeo. Este guia mostra as redes, os tipos de negócio e como compará-los.
Os dados vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia antes de qualquer decisão.
As redes de telecomunicação na base
Por número de unidades, o ranking do segmento é este:
- Oi: 265 unidades, com prazo de retorno informado de 22 a 33 meses. A operadora informa que hoje concentra sua estratégia em fibra óptica, com um ecossistema de parceiros.
- Agility: 88 unidades. Vende serviços de comunicação multimídia, com foco em internet por fibra óptica.
- Algar Telecom: 80 unidades. Investimento de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões. A rede informa que o modelo foi lançado em dezembro de 2017 e que o franqueado comanda atendimento, expansão de rede e cobrança na sua região.
- Smartcomm: 47 unidades. O franqueado vende envio de mensagens corporativas por SMS, WhatsApp e chatbot.
- Contel: 29 unidades.
- Artes Filmes: 8 unidades, como produtora de vídeo.
- Cidadenoar: 3 unidades. Investimento de R$ 2 mil a R$ 20 mil, royalties de 20% mais valor fixo e retorno informado de 6 meses.
- Atmo Mídia Digital Corporativa: 2 unidades. Investimento de R$ 390 mil a R$ 590 mil, com TV corporativa e sinalização digital.
- WeAudit: 2 unidades, em auditoria de contas de telecomunicação para médias e grandes empresas.
- Solootec: 1 unidade, em soluções de TI e telecom.
- Netcallcenter: sem unidades informadas, com soluções de CRM.
A Oi sozinha tem cerca de metade das unidades do segmento. Com Agility e Algar Telecom, as três primeiras chegam a 82%. As demais redes têm menos de 50 unidades cada.
Três tipos de negócio no segmento
Conectividade. Oi, Agility, Algar Telecom e Contel trabalham com internet e telefonia. Aqui cabem modelos muito diferentes: o parceiro comercial que vende planos de uma operadora, com investimento baixo, e o franqueado que opera a rede de uma região inteira, como no modelo da Algar Telecom, que exige milhões de reais.
Soluções para empresas. Smartcomm, WeAudit, Solootec e Netcallcenter vendem serviços para outras empresas: mensagens em massa, auditoria de contas, TI e atendimento. O trabalho é consultivo e a venda é mais longa.
Mídia e comunicação. Atmo, Artes Filmes e Cidadenoar estão mais perto da publicidade que da telecomunicação: TV corporativa, produção de vídeo e divulgação local.
Quanto custa entrar
Só 4 das 11 marcas divulgam investimento, e os valores vão de poucos milhares de reais a R$ 4 milhões. A comparação completa, com o que pesa em cada modelo, está em quanto custa abrir uma franquia de telecomunicação.
Como comparar as marcas
- Você vende ou opera? Revender planos de uma operadora é um negócio comercial. Operar rede de fibra é um negócio de infraestrutura, com obra, equipe técnica e regras da Anatel.
- De quem é o cliente. Em modelos de revenda, o contrato pode ser da operadora, e o franqueado recebe comissão. Pergunte o que acontece com a carteira se você sair.
- Comissão e recorrência. Veja se a remuneração é só na venda ou se há participação nas mensalidades.
- Cobertura na sua região. Sem rede disponível no bairro, não há o que vender.
- Dados atípicos. Algumas fichas trazem valores que pedem explicação, como o investimento muito baixo informado pela Oi. Confirme diretamente com a rede.
Para pesar os riscos de cada modelo, leia também franquia de telecomunicação vale a pena?.