Uma franquia de comida mexicana pode valer a pena para quem quer atuar em alimentação com um produto diferente do hambúrguer e da pizza, e tem um ponto onde esse tipo de culinária já tem público. É um nicho com poucas redes e poucos dados públicos, o que exige mais pesquisa antes de decidir. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas para fazer às marcas da lista de franquias de comida mexicana.
As informações vêm da base da LBF, compilada a partir do que marcas e portais divulgam. Confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia.
Pontos a favor
- Diferenciação. Em praças de alimentação e aplicativos dominados por lanches, uma opção mexicana se destaca no cardápio da região.
- Cardápio de montagem rápida. Tacos, burritos e nachos são preparados a partir de bases prontas, o que facilita padronizar e treinar a equipe.
- Marcas com estrada. A Los Mex Cocina Mexicana informa atuar desde 2010 e tem 45 unidades na base, e a Taco Bell é uma marca internacional com 34 unidades no país, segundo a base.
- Formatos enxutos. A Mex Burritos informa oferecer até dark kitchen, opção que dispensa salão.
- Pouca concorrência de redes. Com só três marcas na base, ainda há muitas cidades sem nenhuma loja franqueada do segmento.
Riscos e pontos de atenção
- Aceitação variável. Comida mexicana não é consumida com a mesma frequência em todas as regiões. Em cidades menores, o público pode ser reduzido.
- Consumo ocasional. Muitos clientes veem o prato como opção para variar, não como refeição de todo dia, o que pode limitar a recorrência.
- Insumos específicos. Tortilhas, pimentas e temperos podem depender de poucos fornecedores ou da própria rede, com risco de falta ou de reajuste.
- Concorrência indireta forte. Hamburguerias, pizzarias e redes de comida rápida disputam a mesma ocasião de consumo.
- Poucos dados públicos. Só 1 das 3 marcas divulga investimento, e nenhuma divulga royalties ou prazo de retorno na base.
- Rede sem unidades informadas. A Mex Burritos aparece na base sem lojas em operação. Verifique quantas unidades a rede tem hoje antes de seguir.
Para quem faz sentido
Costuma se dar bem quem já conhece operação de restaurante ou de fast food, gosta de estar presente na loja e tem um ponto com público comprovado para o produto, como praças de alimentação de shopping em cidades grandes ou bairros com vida noturna. Para quem busca um negócio de baixo envolvimento, um restaurante não é a escolha mais indicada, independentemente da culinária.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total por formato, incluindo obra, equipamentos, estoque e capital de giro?
- Qual é a taxa de franquia, e como são cobrados royalties e taxa de marketing?
- Quais insumos são exclusivos da rede, como chegam à minha cidade e como são reajustados?
- Quantas unidades estão abertas hoje e em quais cidades? Como elas vendem em praças parecidas com a minha?
- Qual é a participação do delivery no faturamento das lojas?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
- Existe exclusividade territorial?
Pela Lei 13.966/2019, a Circular de Oferta de Franquia deve ser entregue pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Em um segmento com tão poucos números públicos, ela é a principal base de comparação.
Como decidir
Teste a demanda antes: observe se há restaurantes mexicanos na sua cidade e como eles se saem, e veja se o produto aparece entre os pedidos nos aplicativos da região. Depois peça a Circular das três redes e compare investimento, royalties e suporte. O guia de quanto custa abrir uma franquia de comida mexicana e as melhores franquias de comida mexicana ajudam a organizar essa análise.