Abrir uma franquia de poke custa a partir de cerca de R$ 460 mil, segundo as redes que divulgam valores, e pode chegar a R$ 960 mil. Mas a base de comparação é pequena: só 2 das 4 marcas do segmento informam o investimento. Este guia mostra esses números, explica o que pesa no orçamento de uma loja de poke e quais custos continuam depois da inauguração.
O que as marcas divulgam
A lista de franquias de poke da LBF tem 4 marcas. As que informam investimento são:
- Mana Poke: de R$ 490 mil a R$ 650 mil.
- Let's Poke: de R$ 460 mil a R$ 960 mil.
As duas ficam na faixa de R$ 250 mil a R$ 1 milhão. Nenhuma informa taxa de franquia, royalties ou prazo de retorno na base. Menu Poke e Poke Shack não divulgam investimento, então é preciso pedir os valores diretamente.
A diferença entre o mínimo e o máximo da Let's Poke, de R$ 500 mil, sugere formatos ou praças bem distintos. Pergunte o que o valor mais baixo inclui e em que tipo de ponto ele se aplica.
O que entra no investimento inicial
Uma loja de poke não tem fritadeira, chapa ou forno de grande porte, mas exige cuidado especial com refrigeração e higiene. Os itens típicos são:
- Taxa de franquia: direito de uso da marca, treinamento e apoio na implantação. Peça o valor, porque não aparece na base.
- Obra e adequação do ponto: bancadas de inox, pontos de água, ralos, revestimentos laváveis e área de manipulação separada, conforme exige a vigilância sanitária para alimentos crus.
- Refrigeração: câmara ou freezers para pescado, geladeiras para insumos e balcão refrigerado de montagem. É um item que pesa no orçamento e na conta de energia.
- Equipamentos de cozinha: panelas de arroz em grande volume, facas e utensílios para corte de peixe, embaladoras.
- Mobiliário e comunicação visual: salão, balcão e fachada, quando o formato tem atendimento no local.
- Estoque inicial: peixes, arroz, molhos, vegetais, frutas e embalagens. Boa parte é perecível, então o estoque é menor, mas renovado com frequência.
- Capital de giro: para salários, aluguel e fornecedores até o movimento se firmar.
Custos que continuam depois da inauguração
- Peixe e insumos frescos: principal custo variável. Salmão e atum têm preço sujeito a câmbio e oferta, e perdas por validade precisam ser controladas.
- Royalties e taxa de marketing: não divulgados pelas marcas na base. Pergunte se são percentuais ou fixos.
- Aluguel: pontos em bairros de maior renda, shoppings e centros comerciais costumam ter aluguel alto.
- Equipe: montadores treinados em manipulação de peixe cru e boas práticas de higiene.
- Aplicativos de delivery: poke é muito vendido por app, e a comissão cobrada em cada pedido reduz a margem.
- Energia elétrica: refrigeração funciona o dia inteiro.
Prazo de retorno
Nenhuma das quatro marcas informa prazo de retorno na base da LBF. Peça essa estimativa à franqueadora e, principalmente, a franqueados que operam há pelo menos dois anos. Como as redes são pequenas, haverá poucos casos para comparar; procure franqueados em cidades parecidas com a sua.
Como reduzir o investimento
- Formato compacto ou só delivery: sem salão, a obra e o mobiliário encolhem. Confirme se a rede oferece essa opção.
- Ponto já adaptado para alimentação: imóveis que já foram restaurante ou lanchonete podem ter bancadas, água e esgoto aproveitáveis.
- Cardápio enxuto: menos opções de base e acompanhamentos reduzem estoque e desperdício.
Todos os valores deste guia vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam, e precisam ser confirmados na Circular de Oferta de Franquia. Para conhecer as quatro redes, leia melhores franquias de poke. Para os riscos, veja franquia de poke vale a pena?.