Poke é um segmento novo e pequeno no franchising brasileiro. O prato havaiano, servido em bowl com peixe cru em cubos, base de arroz ou folhas, molhos e acompanhamentos, ganhou espaço em capitais e cidades grandes, mas ainda tem poucas redes de franquia. A lista de franquias de poke da LBF reúne apenas 4 marcas, que somam 42 unidades. Este guia apresenta todas elas, explica o que diferencia o modelo e como comparar.
Os dados vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Em um segmento com tão poucas redes, cada informação faz diferença: confirme tudo na Circular de Oferta de Franquia antes de assinar.
As redes de poke na base da LBF
Por número de unidades em operação, a lista é esta:
- Mana Poke: 24 unidades, com investimento de R$ 490 mil a R$ 650 mil. A rede informa ter começado em 2018, com a primeira loja no bairro Cambuí, em Campinas (SP).
- Menu Poke: 14 unidades. A marca descreve um cardápio de bowls com diferentes bases, molhos e uma lista longa de acompanhamentos.
- Poke Shack: 4 unidades. Informa trabalhar com menu enxuto e ingredientes frescos.
- Let's Poke: ainda sem unidades informadas na base, com investimento de R$ 460 mil a R$ 960 mil.
A Mana Poke responde por 24 das 42 unidades, cerca de 57% do total. Somadas, as quatro marcas têm menos lojas do que muitas redes médias de outros segmentos de alimentação. Isso não é necessariamente ruim, mas muda a forma de avaliar: há poucos franqueados para consultar e pouco histórico para comparar.
Por que o segmento tem poucas redes
Poke depende de peixe cru de qualidade, o que exige cadeia de frio confiável, fornecedores homologados e rigor na manipulação. Isso dificulta a expansão para cidades longe dos centros de distribuição de pescado. Além disso, o público é mais concentrado em quem busca alimentação saudável e já conhece culinária japonesa ou havaiana, o que favorece cidades maiores e bairros de renda média e alta.
Na prática, as redes de poke disputam espaço com restaurantes japoneses, saladerias e marcas de comida saudável, inclusive as que vendem só por aplicativo.
Como as marcas se diferenciam
Com só quatro opções, o que separa uma marca da outra é menos o porte e mais o modelo de operação:
Loja com salão. As duas marcas que divulgam investimento, Mana Poke e Let's Poke, pedem a partir de R$ 460 mil, valor compatível com loja montada, cozinha e área de atendimento. A Mana Poke informa ter se transformado em uma holding de alimentação após as primeiras lojas.
Operação enxuta e foco em delivery. O modelo de poke favorece cozinhas compactas: o prato é montado na hora, sem fritura e com poucos equipamentos de cocção. Pergunte a Menu Poke e Poke Shack, que não divulgam investimento na base, se oferecem formatos menores ou só para delivery.
Quanto custa entrar no segmento
Só 2 das 4 marcas divulgam investimento, e ambas pedem a partir de R$ 460 mil: R$ 490 mil a R$ 650 mil na Mana Poke e R$ 460 mil a R$ 960 mil na Let's Poke. O detalhamento está em quanto custa abrir uma franquia de poke.
Como comparar as marcas
- Fornecimento de peixe. Quem fornece, com que frequência, como é feito o transporte refrigerado e o que acontece se faltar produto.
- Formato e metragem. Loja com salão, quiosque ou cozinha só para delivery mudam investimento e risco.
- Cardápio. Bowls montados pelo cliente aumentam a variedade, mas também o número de insumos perecíveis em estoque.
- Tempo de franquia. Pergunte desde quando cada rede franqueia e quantas unidades abriram e fecharam.
- Royalties e taxa de marketing. Nenhuma das marcas divulga esses dados na base; peça por escrito.
Em um segmento pequeno, conversar com franqueados é ainda mais importante. Para avaliar os riscos com calma, leia franquia de poke vale a pena?.