Coxinha, pastel, empada e outros salgados formam um segmento de ticket baixo e giro alto, com lojas pequenas, quiosques e muito delivery. A lista de franquias de coxinha da LBF reúne 26 marcas, que somam 627 unidades. Este guia mostra quais são as maiores redes, que tipos de operação existem e como comparar marcas que divulgam poucos números.
As informações vêm da base da LBF, que reúne o que as marcas e os portais de franchising divulgam. Use a lista como ponto de partida e confirme qualquer valor na Circular de Oferta de Franquia.
As maiores redes de coxinha e salgados do Brasil
Pelo número de unidades em operação, o ranking do segmento na base é este:
- Baff's Salgaderia: 100 unidades. A rede informa que sua origem é uma indústria de pão de queijo e salgados fundada em São Paulo em 1988.
- 10 Pastéis: 85 unidades, com investimento de R$ 149 mil a R$ 280 mil. Segundo a marca, nasceu em 1996, em Curitiba.
- Croasonho: 72 unidades, com investimento de R$ 350 mil a R$ 545 mil. Trabalha com massa de croissant recheada e informa ter surgido em 1997.
- Chef da Empada: 48 unidades, com investimento de R$ 160 mil a R$ 230 mil.
- Carol Coxinhas: 44 unidades, com investimento de R$ 85 mil a R$ 180 mil. A rede informa ter começado em 2015, em Andradas (MG), com coxinhas servidas no copo.
- Cantinho da Coxinha: 36 unidades.
- Zé Coxinha: 36 unidades, com investimento de R$ 140 mil a R$ 150 mil. A marca informa ter sido fundada em 2011, em Vila Velha (ES), com salgados vendidos na caixa.
- Empada Brasil: 33 unidades, com investimento de R$ 135 mil a R$ 390 mil.
- Casa da Empada: 26 unidades. A rede informa ter inaugurado a primeira loja em 1987.
- Creps: 25 unidades.
As três primeiras somam 257 lojas, cerca de 41% das unidades do segmento na base. É um mercado menos concentrado do que outros de alimentação: nenhuma rede passa de 100 unidades, e várias marcas médias disputam espaço. Na outra ponta, quatro marcas aparecem sem unidades registradas e três têm uma só, o que pode indicar redes em início de expansão.
Os tipos de franquia do segmento
Apesar do nome, o segmento reúne produtos e formatos diferentes.
Coxinha e salgados no copo ou na caixa. Carol Coxinhas, Coxinha no Pote, Cantinho da Coxinha, Zé Coxinha, Coxinha Rei e Loucos por Coxinha vendem salgados pequenos em embalagens práticas, com operação de balcão, quiosque e delivery. É o grupo de menor investimento entre as marcas que divulgam valores.
Salgaderias de mix amplo. Baff's Salgaderia, Salgados Futura e Rapidin Salgaderia oferecem variedade maior de salgados, fritos e assados.
Pastelarias. 10 Pastéis, Bangalô dos Pastéis, Bello Pastel Express, Pastelaria Fujiyama e Pastélico exigem fritura no ponto e estrutura de cozinha um pouco maior.
Empadas. Chef da Empada, Empada Brasil, Casa da Empada e Empadinhas Barnabé trabalham com um produto assado, o que troca a fritadeira pelo forno. Pergunte a cada rede se a empada chega pronta ou é montada na loja.
Doces e lanches de massa. Croasonho, Creps e The Waffle King trabalham com croissant, crepe e waffle. Estão na mesma categoria da base, mas o produto e o público são outros.
O que os números permitem comparar
Só 8 das 26 marcas divulgam investimento, e nenhuma informa royalties, taxa de franquia ou prazo de retorno na base. Entre as que divulgam valores, o investimento mínimo vai de R$ 69 mil a R$ 350 mil, e sete das oito começam abaixo de R$ 250 mil. O detalhamento está em quanto custa abrir uma franquia de coxinha.
Como comparar as marcas
- Produção centralizada ou na loja. Salgado que chega congelado da fábrica reduz equipe e padroniza o produto; produção própria exige cozinha e mão de obra treinada.
- Fritura ou forno. Fritadeira pede exaustão e cuidado com óleo; forno simplifica a instalação.
- Formato do ponto. Quiosque, loja de rua, praça de alimentação ou só delivery mudam muito o aluguel e o movimento.
- Custos recorrentes. Como a base não traz royalties do segmento, pergunte percentual, base de cálculo e taxa de marketing a cada marca.
- Tamanho e idade da rede. Uma marca com uma ou nenhuma unidade em operação ainda não testou o modelo em várias cidades.
Para entender riscos e o perfil de quem se dá bem, leia também franquia de coxinha vale a pena?.