Franquia de hamburgueria pode valer a pena para quem tem capital, disposição para uma operação de cozinha intensa e um bom ponto. Não é um negócio passivo nem de baixo investimento. Este guia reúne os pontos a favor, os riscos e as perguntas que você deve fazer antes de assinar com qualquer marca da lista de franquias de hamburgueria.
Pontos a favor
- Produto com demanda o ano todo. Hambúrguer é refeição de almoço, jantar e madrugada, sem a sazonalidade forte de segmentos como sorvete ou açaí.
- Cardápio enxuto e padronizável. Poucos itens, preparados sempre da mesma forma, facilitam o treinamento da equipe e o controle de qualidade.
- Bom desempenho no delivery. Hambúrguer viaja bem, e as franquias do segmento costumam ter presença forte nos aplicativos.
- Muitas opções de porte e estilo. A base da LBF tem desde redes com milhares de lojas, como McDonald's e Burger King, até hamburguerias gourmet regionais, como Ex Touro e Rão Burger.
- Marca ajuda a atrair clientes. Uma rede conhecida reduz o tempo para a loja ganhar movimento, em comparação a abrir uma hamburgueria independente.
Riscos e pontos de atenção
- Concorrência muito alta. Além das redes, cada bairro tem hamburguerias independentes e marcas que vendem só pelos aplicativos.
- Investimento alto. Na base da LBF, nenhuma marca do segmento divulga investimento abaixo de R$ 100 mil, e a maioria fica entre R$ 250 mil e R$ 1 milhão. Veja os detalhes em quanto custa abrir uma franquia de hamburgueria.
- Custo da carne. É o principal insumo e tem preço volátil. Em redes que fornecem o produto, você fica sujeito ao reajuste da franqueadora.
- Equipe e rotatividade. A operação depende de chapeiros e atendentes em turnos longos, inclusive à noite e nos fins de semana.
- Margem pressionada pelo delivery. As comissões dos aplicativos reduzem o lucro por pedido, e o canal costuma representar parte grande das vendas.
- Mercado concentrado. Três redes somam cerca de 87% das unidades do segmento na base, e as maiores disputam os melhores pontos de shoppings e avenidas.
Para quem faz sentido
O perfil que costuma se dar bem tem capital para o investimento e para o capital de giro, gosta de operação e pretende estar presente na loja, principalmente no primeiro ano. Para quem procura um negócio de baixo envolvimento, segmentos com operação autônoma tendem a combinar mais.
Perguntas para fazer à franqueadora
- Qual é o investimento total, incluindo obra, equipamentos, estoque e capital de giro?
- Os royalties são percentuais ou fixos? Há taxa de marketing além deles?
- Quais insumos são comprados obrigatoriamente da rede, e como são reajustados?
- Quantas unidades fecharam nos últimos dois anos, e por quê?
- Qual é a participação média do delivery nas vendas das lojas, e quanto custa?
- Existe exclusividade territorial? Qual é o raio?
- Posso falar com franqueados de cidades parecidas com a minha?
Por lei, a franqueadora precisa entregar a Circular de Oferta de Franquia pelo menos 10 dias antes da assinatura do contrato ou de qualquer pagamento. Leia com calma, peça a lista de franqueados atuais e dos que saíram, e converse com eles.
Como decidir
Monte uma lista curta com três ou quatro marcas, compare investimento, royalties e prazo de retorno lado a lado e valide os números com quem já opera. O ranking das melhores franquias de hamburgueria e as fichas de cada rede na LBF trazem os dados para começar essa comparação.