A base da LBF tem pouca informação pública sobre o custo de uma franquia de churros. Das 6 marcas da lista de franquias de churros, só uma divulga investimento, e nenhuma informa taxa de franquia, royalties ou prazo de retorno. Este guia mostra o único valor publicado, explica o que entra no orçamento de cada formato e lista as perguntas para obter o número real com as franqueadoras.
O que as marcas divulgam
O único investimento informado na base é o da Churros da Si: de R$ 30 mil a R$ 370 mil. A diferença de mais de dez vezes entre o piso e o teto indica que a marca oferece formatos muito diferentes. O valor menor é compatível com estruturas móveis simples, e o maior com um ponto fixo completo. Pergunte exatamente qual modelo corresponde a cada valor.
As outras cinco redes, Churros da Calais, Quero Churros, La Churreria Gourmet, Loucos por Churros e Seu Churros, não publicam investimento na base. Isso não significa que sejam mais baratas ou mais caras. Peça a Circular de Oferta de Franquia, que é obrigada por lei a trazer essas informações.
O que entra no investimento, por formato
O custo de uma franquia de churros depende quase inteiramente da estrutura escolhida.
Carrinho ou food bike:
- Equipamento: carrinho ou bicicleta adaptada, com fritadeira, estufa e dispensadores de recheio.
- Licença para venda em via pública: cada prefeitura tem suas regras, e em algumas cidades a autorização é limitada ou concorrida.
- Comunicação visual: adesivação e uniformes no padrão da marca.
- Estoque inicial: massa, recheios, açúcar, canela, óleo e embalagens.
Food truck:
- Veículo e adaptação: é o item mais caro. Inclui cozinha, instalação elétrica ou gás e, conforme o caso, gerador.
- Documentação do veículo e licenças sanitárias.
- Equipamentos de produção em escala maior que o carrinho.
Quiosque ou loja:
- Projeto e montagem do quiosque, no padrão da rede e nas regras do shopping.
- Luvas e caução do ponto, quando cobradas.
- Equipamentos, exaustão quando exigida e sistema de caixa.
Em todos os formatos, entram a taxa de franquia (se houver), o treinamento inicial e o capital de giro para os primeiros meses.
Custos que continuam depois da abertura
- Royalties e taxa de marketing: nenhuma marca da base informa esses valores. Pergunte se são percentuais ou fixos, e sobre o que incidem.
- Insumos: massa, recheios e óleo. Quando a rede fornece a massa pronta ou congelada, como informa a Quero Churros, o preço de compra define boa parte da sua margem.
- Ponto: aluguel de quiosque, taxa de eventos ou taxa municipal para ambulantes.
- Pessoal: um ou dois atendentes por turno, ou o próprio franqueado na operação.
- Gás ou energia para a fritura, e manutenção dos equipamentos.
- Combustível e manutenção do veículo, no caso do food truck.
Prazo de retorno
Nenhuma rede do segmento informa prazo de retorno na base da LBF. Peça a estimativa à franqueadora e, principalmente, converse com franqueados em operação. Em uma rede pequena, são poucos os casos para comparar, então pergunte a cada um quanto investiu, quanto vende em um mês bom e em um mês fraco e quanto tempo levou para recuperar o dinheiro.
Como reduzir o investimento
- Começar com estrutura móvel: carrinho ou food bike custam menos e permitem testar vários pontos antes de fixar um.
- Eventos e feiras: vender em eventos com público garantido reduz o risco de um ponto fixo ruim.
- Ponto compartilhado: espaços dentro de mercados, cinemas ou lojas de conveniência podem custar menos que um quiosque próprio.
Para conhecer as redes da base, veja as melhores franquias de churros, e para pesar riscos, leia franquia de churros vale a pena?. Os dados vêm da base da LBF, com o que as marcas e os portais divulgam; confirme todos os valores na Circular de Oferta de Franquia.